Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

CarpinAngola aplica 7,5 milhões USD em novas instalações

“O investimento públicoprivado deve continuar, pois, só desta forma as empresas podem sobreviver”

Luanda /
18 Fev 2021 / 10:16 H.

A CarpinAngola investiu 7,5 milhões USD na construção de uma unidade industrial na província de Luanda, disse o director de negócios, Bruno Santos, em declarações ao Mercado. A construção da nova infra-estrutura, de acordo com Bruno Santos, decorreu entre 2018 e Outubro de 2020 e vai permitir o aumento da força de trabalho, de 122 para 182 trabalhadores, mais 60 vagas de emprego, em relação aos anos anteriores.

Com o investimento, adiantou, a CarpinAngola (empresa dedicada à produção, acabamento de artigos de carpintaria e mobiliário) tem maior capacidade de aperfeiçoar e fabricar novos produtos e está mais apta para suportar a concorrência.

O investimento da CarpinAngola (empresa dedicada à produção, acabamento de artigos de carpintaria e mobiliário) possibilitará o aperfeiçoamento e fabrico de novos produtos, aumento da resposta, assim como a competitividade no mercado. Apesar da aposta no melhoramento da infra-estrutura, Bruno Santos aponta a formação de quadros como o principal desafio daquela empresa (presente no mercado angolano há quase 11 anos), face à escassez de mão-de-obra local especializada.

Aposta nos recursos humanos O director de negócios da CarpinAngola defende a formação dos recursos humanos por serem peças fundamentais para o sector, apesar de toda a evolução tecnológica. Também é apologista da longevidade da participação do capital público no sector privado, no âmbito das parcerias estratégicas.

“O investimento públicoprivado deve continuar, pois, só desta forma as empresas podem sobreviver”. Quanto ao quesito operacional, disse que a CarpinAngola manteve a actividade a 100% durante o período de excepção, causado pela pandemia da COVID-19, facto que a permitiu salvaguardar os postos de trabalho e “continuou a ser consultada e eleita para a realização de diversos projectos ligados ao sector da carpintaria e mobiliário”.

“Só com rigor e qualidade no trabalho executado as empresas conseguem sobreviver, sendo essas as premissas pelas quais a CarpinAngola se rege”, afirmou Bruno Santos, referindo-se à prudência que as organizações (sobretudo as ligadas ao sector da construção civil) devam ter, face à crise financeira e a pandemia da COVID-19.

Dificuldade cambial A dependência de importação de matéria-prima e dificuldade de acesso às divisas constituem os principais obstáculos à actividade daquela empresa, como fez saber Bruno Santos, em declarações ao Mercado. “As matérias-primas que incorporam a produção de artigos de carpintaria e mobiliários têm várias proveniências.

No caso das madeiras maciças, utilizamos essencialmente as nacionais. Recorremos à importação quando os projectos assim exigem”, argumentou. Relativamente aos derivados de madeira (MDF´s, contraplacados, folheados e resinas fenólicas) disse que são importados, visto não existir fabricantes no mercado nacional, o mesmo acontece com as ferragens, utilizadas na produção de mobiliários.

As tintas e vernizes, produtos considerados de acabamento, são adquiridos localmente. Quanto aos projectos futuros, a CarpinAngola perspectiva a venda de kit de portas e aros em todas as províncias. O projecto denominase Kit Porta e Kit Aro. Segundo explicações de Bruno Santos, os respectivos produtos serão de fácil montagem e instalação “porque serão devidamente mecanizados e pronto a instalar”. A CarpinAngola produz essencialmente portas exteriores e interiores; roupeiros, cozinhas, revestimentos em madeira, mobiliário solto, soalho e decks em madeira, cabines, cacifos fenólicos, assim como perfis em madeira e derivados.

“Todos estes artigos para além de poderem ser construídos com madeira maciça ou derivados de madeira, são acabados em lacados ou envernizados. Temos ainda uma linha de mobiliário escolar própria, desenvolvida pelas nossas equipas, sendo este um artigo de excelência da CarpinAngola”. Para além do Estado, a CarpinAngola tem como clientes as principais empresas de construção civil instaladas no território nacional.