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Câmara de Comércio Angola-China aposta na cooperação bilateral

A Câmara de Comércio Angola-China (CAC), promoveu, esta quinta-feira, 10, em Luanda, uma cerimónia que marcou a assinatura de determinados protocolos de cooperação com diferentes instituições nacionais e uma estrangeira, tendo em vista o fortalecimento da organização.

Luanda /
11 Jun 2021 / 14:59 H.

Enquadrada no seu Plano Estratégico, foram assinados protocolos de cooperação com associações de empresas de direito angolano com capital chinês, escritórios de advogados e empresas de seguros que operam no mercado nacional.

A cerimónia reservou ainda a assinatura de um memorando com a Câmara de Comércio de Pequenas e Médias empresas de Portugal-China -CCPC-PME, com o objectivo de fortalecer, cada vez mais, as relações de amizade, cooperação entre os povos, protecção das parcerias e investimentos actuais e futuros.

Na sua alocução, o presidente da CAC, Luís Cupenala, lembrou que o organismo que dirige é a única entidade com personalidade jurídica, que representa as empresas de direito angolano com capitais de origem chinesa, empresas angolanas com capitais angolanos e outras empresas angolanas com capitais estrangeiro, que, na qualidade de associados identificam-se com os objectivos e programas de organização previamente estabelecido.

“No entanto, em todas as comunidades de negócios é notável a existência de conflitos, quer do fórum criminal, laboral e cível, além de riscos de acidentes de trabalho, além da falta de seguro de saúde, seguro de vida, seguro de empreendimentos e seguro de investimentos”, disse.

Em relação à CCPC-PME, Luís Cupenala, notou que o acordo ora assinado encerra uma nova página na era das câmaras de comércio de Angola e Portugal com a República Popular da China.

Assinalou que este instrumento de interesse estratégico na organização das câmaras comerciais visa, fundamentalmente, criar um espaço de convergência para a partilha de experiências, trocas comerciais, transferência de know-how, aposta no conhecimento, nas novas tecnologias e investigação científica.

“Num mundo cada vez mais interdependente, competitivo por causa do fenómeno da globalização e internacionalização das economias, essas iniciativas constituem, no essencial, a chave do sucesso para o progresso sustentável, principalmente para países em desenvolvimento como Angola”, afirma.

Em jeito de conclusão, o líder do grupo Bongani acredita estar em presença de um projecto que vai criar ingredientes e premissas basilares para a afirmação da Federação das câmaras do comércio da comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP) com o gigante asiático.

Participaram também do evento, por videoconferência, o embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Saraiva de Carvalho Fonseca, o representante do embaixador de Portugal na República popular da China João Falardo, Sun Lei, representante do embaixador da República Popular da China em Portugal e Ping Chow, presidente da Câmara de Comércio de Pequenas e Médias Empresas Portugal-China (CCPC-PME).