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CAC quer promoção de negócios estratégicos entre os dois países

Luís Cupenala referiu que a CAC pretende, igualmente, apostar em mecanismos que contribuam para a segurança dos investimentos.

Luanda /
26 Abr 2021 / 10:37 H.

O novo corpo directivo da Câmara de Comércio Angola- China (CAC), que tomou posse esta quinta-feira, 22, em Luanda, pretende durante o seu plano estratégico para o quinquénio 2021/2026, trabalhar na promoção de negócios estratégicos, com vista satisfação dos interesses dos dois países.

No seu discurso, logo após a tomada de posse, o presidente da CAC, Luís Cupenala destacou que a instituição que passa a dirigir pretende incentivar a promoção de parcerias público-privadas, promover a transferência de tecnologias e know how e dar grande atenção à criação de um quadro regulatório que contribua para um adequado ambiente de investimento recíproco.

O novel presidente referiu que a CAC pretende, igualmente, apostar em mecanismos jurídicos que contribuam para a segurança dos investimentos, além da remoção de barreiras culturais, transformando assim as línguas e culturas dos dois países em factores de convergência e de construção de um destino comum.

É ainda intenção da CAC, de acordo com Luís Cupenala, trabalhar na implementação de mecanismos que promovam a melhoria e a eficácia das políticas migratórias e aduaneiras à China que hoje é, indubitavelmente, a segunda maior economia do planeta”.

Neste domínio, frisa, a CAC está perante um desafio acrescido, que exigirá da organização muita criatividade e inovação, no sentido de representar com dignidade os interesses económicos de ambos os países.

Assim sendo, segundo o empresário, a CAC tem a tarefa de apoiar a política de promoção de investimento privado, atraindo não só as empresas chinesas, como também procurar identificar novos parceiros de negócios, por forma a aumentar a carteira de investimentos em linha com o programa de diversificação e industrialização da economia.

Cupenala lembrou, no entanto, que no primeiro trimestre de 2019 as trocas comerciais entre Angola e a República Popular da China atingiram o volume de 69%, que traduzido em termos monetários representa cerca de 16 mil milhões USD.

No mesmo período, considera, a China destacou-se como o segundo maior fornecedor de bens industriais a Angola, tendo atingido o valor de 961,7 milhões USD que corresponde a 12% do total das importações do país asiático.

Valor das empresas chinesas em Angola

Entretanto, o presidente da CAC reconhece que a actividade das empresas chinesas no País têm um peso e uma certa relevância na economia, o que contribui para a melhoria da renda familiar e consequentemente no aumento e crescimento do PIB.

“Comprometemo-nos em contribuir para o incremento dos investimentos em ambos os países mediante a identificação de parceiros sérios com capacidade de aportar valor real à nossa economia”, disse.

Precisou igualmente que a Câmara tem uma compreensão exacta dos constrangimentos e desafios que as empresas chinesas enfrentam em Angola, que vão desde o licenciamento da actividade, obtenção de vistos, relações jurídicas trabalhistas, entre outros.

Deste modo incorporou no seu plano estratégico para o quinquénio 2021/2026 um conjunto de acções para melhor servir os seus associados e contribuir para facilitar a actividade empresarial chinesa em Angola”, reforça.

Luís Cupenala assinalou também que se propõe, no presente ciclo, constituir um observatório de desenvolvimento da parceria estratégica entre os dois países, a fim de promover, em cooperação com as instituições públicas, programas de educação e formação jurídica de língua e cultura. O objectivo, afirma o líder associativo, é encontrar soluções à montante em relação às várias questões que afectam o sector empresarial nacional.

“Solicitamos, por isso, aos Governos de Angola e da China para que continuem com as suas políticas de apoio ao sector empresarial, uma vez que não existem Câmaras fortes com empresas fracas, tão pouco economias fracas com câmaras fortes.

Luís Cupenala, que era um dos vice-presidentes, sucedeu na presidência da CAC Manuel Arnaldo Calado, que cumpriu apenas um mandato de cinco anos.

“Manuel Calado deixa a sua marca na história desta Câmara e tenho a certeza o seu nome e legado, constarão sempre na galeria institucional como uma figura lendária e inspiradora para o contínuo processo de construção e crescimento desta importante plataforma de negócios, que certamente tem contribuído para facilitar negócios entre empresários dos dois países”, finalizou.