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CAC aposta na protecção do investimento chinês em Angola

Luís Cupenala prometeu ainda trabalhar com o Executivo angolano e o governo da República da China para a concretização do acordo recíproco de protecção de investimentos.

Luanda /
19 Mai 2021 / 18:44 H.

A Câmara de Comércio Angola-China (CAC) pretende trabalhar na promoção de um conjunto de acções que contribuam para a manutenção e protecção das empresas que já investiram e continuam a fazer investimentos em Angola.

A afirmação foi feita esta terça-feira, 18, em Luanda, pelo presidente da instituição, Luís Cupenala, no acto de assinatura do protocolo de cooperação e parceria entre a CAC e seis associações chinesas que trabalham em Angola.

Sob o lema ‘Diferentes Povos, Diferentes Culturas e um Futuro’, o acordo, segundo o responsável, constitui a abertura de uma nova era, uma nova etapa de muito trabalho e de organização que vão fazer com que a Câmara seja mais competitiva, a fim de cumprir cabalmente com o seu real papel, que passa também pela mobilização do investimento privado para o País.

“Esta cerimónia reveste-se de grande importância, uma vez que as empresa angolanas com capital chinês organizaram-se em associações - de acordo com a sua origem nas províncias chinesas - estão espalhadas por todo o País e prestam o seu trabalho nos vários sectores da nossa economia”, disse.

Conforme apontou, a CAC é a única plataforma que representa os interesses de empresas privadas chinesas, bem como empresas privadas angolanas, no quadro do acordo estratégico assinado entre os governos dos dois países.

Luís Cupenala prometeu ainda trabalhar com o Executivo angolano e o governo da República da China para a concretização do acordo recíproco de protecção de investimentos.

O número um da CAC, recentemente eleito, realçou a necessidade de se divulgar as várias oportunidades que o mercado angolano oferece e trabalhar com as instituições do Executivo no sentido de se melhorar, dia após dia, o ambiente de negócios no País.

A ideia, destaca, é tornar o mercado nacional mais atractivo para que grandes players a nível do mercado internacional olhem para Angola como um espaço de oportunidades para se fazer grandes investimentos “que certamente vão contribuir para a diversificação da economia”.

Por seu lado, o representante da Associação de Comércio Geral de Jiangsu em Angola, Francisco Shen, precisou ao Mercado que o recente acordo com a CAC vai fortalecer a organização, na medida em que se espera uma maior cooperação entre os membros na busca de soluções para o fortalecimento da economia angolana e na criação de empregos.

Já, Elina Qu, secretária geral da Associação das Mulheres Chinesas em Angola regozijou-se com a assinatura do protocolo de cooperação com a CAC, ressaltando a importância do fortalecimento das relações empresariais entre as empresas dos dois países. “Pretendemos igualmente trabalhar com organizações femininas angolanas e dar seguimento ao nosso projecto de filantropia prestando apoio a centros de acolhimento de crianças e de pessoas carenciadas”, declarou.

Além de empresários dos dois países e convidados, testemunharam igualmente a cerimónia representantes do Ministério da Indústria e Comércio e da CMC - Comissão do Mercado de Capitais.