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Boeing recupera encomendas em 2021 mas ainda longe dos níveis pré-pandemia

Nas entregas, prejudicadas pelos problemas do 787 Dreamliner, de longa distância, a fabricante norte-americana ficou muito atrás das do seu concorrente europeu, a Airbus

Luanda /
12 Jan 2022 / 09:52 H.

A fabricante de aviões norte-americana Boeing registou um maior número de entregas e encomendas de aeronaves em 2021, após dois anos de crise, embora os valores ainda não tenham atingido os níveis pré-pandemia.

Segundo o Expresso, em 2021, a Boeing recebeu 535 pedidos líquidos, 909 excluindo cancelamentos ou outros motivos, ficando à frente da fabricante europeia Airbus.

Mas nas entregas, prejudicadas pelos problemas do 787 Dreamliner, de longa distância, a fabricante norte-americana ficou muito atrás das do seu concorrente europeu.

Os resultados de 2021 registam uma melhoria acentuada em relação aos dois anos anteriores, quando a Boeing teve mais cancelamentos que pedidos.

Mas os números continuam longe dos 893 pedidos líquidos registados em 2018, noticia a agência AFP.

A Boeing foi atingida, num primeiro momento, pela imobilização do 737 MAX, que ficou parado em todo o mundo, em Março de 2019, após dois acidentes que causaram a morte a 346 pessoas.

Depois da diminuição do tráfego aéreo, com o início da pandemia, afectou fortemente as finanças das companhias aéreas e levou ao adiamento das entregas e à limitação, ou cancelamento, de pedidos.

Apesar de uma situação financeira deteriorada pela pandemia de COVID-19, as companhias aéreas continuam a encomendar novos aviões porque necessitam de reduzir as suas emissões de CO2 (dióxido de carbono) através de aeronaves mais económicas, mas também para garantirem que estão preparadas para o forte aumento de tráfego esperado a longo prazo.