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“Bad bank” anuncia investimento de 500 milhões de euros em Portugal

A Finangeste, que gere o malparado no valor de 1,2 mil milhões de euros, avança com a recuperação de dois edifícios históricos no centro histórico de Lisboa e dois mega empreendimentos imobiliários em Oeiras e em Faro.

Luanda /
08 Set 2020 / 12:27 H.

Fundada pelo Banco de Portugal em 1978 como o primeiro “bad bank” Português, a Finangeste - Empresa de Investimentos, Gestão e Desenvolvimento tinha como missão “limpar” o balanço dos bancos dos créditos de cobrança difícil.

Até que, há cerca de cinco anos, o banco central português decidiu vender a empresa, que foi parar às mãos de um grupo de investidores nacionais e internacionais e é liderada por Paul Henri Schelfhout, que conta já com duas dezenas meia de anos de experiência no sector imobiliário português.

A Finangeste faz actualmente parte de um grupo integrado de empresas de recuperação de crédito e de desenvolvimento imobiliário, continuando a adquirir e gerir carteiras tanto de créditos em incumprimento como de imóveis.

Garante que é responsável pela gestão de carteiras de créditos não produtivos (NPL), o chamado crédito malparado dos bancos, no valor de 1,2 mil milhões de euros, e de activos imobiliários no valor de 600 milhões de euros.

Entretanto, acaba de anunciar que concluiu o empreendimento Caldas Terrace, um investimento de 10,5 milhões de euros nas Caldas da Rainha, e que “Lisboa, Oeiras e Faro são alguns dos desafios que se seguem, numa carteira de investimentos que rondará os 500 milhões de euros”.

“Além da recuperação de dois edifícios no centro histórico de Lisboa, a empresa está prestes a concluir um novo loteamento destinado a habitação, escritórios e comércio em Oeiras. Com uma área superior a 110 mil metros quadrados, este empreendimento irá representar um valor total de investimento superior a 175 milhões de euros”, avança a Finangeste, em comunicado.

A empresa está igualmente a desenvolver o Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, em Faro, “estando o processo ainda em discussão com a autarquia local”, ressalva a Finangeste.

O destaque deste projecto será a execução do jardim urbano. Em causa está uma área de 21 hectares, sendo que cerca de metade da mesma será exclusivamente destinada ao parque urbano, afiança a empresa.

A área de construção do empreendimento será superior a 150 mil metros quadrados e o investimento estimado andará na casa dos 250 milhões de euros.

“O investimento da Finangeste não se limita aos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto. Temos todo o interesse em construir e investir em cidades que possuem grande potencial. O investimento nas Caldas da Rainha mostra isso e podemos dizer que foi uma aposta ganha”, garante Paul Henri Schelfhout.

No caso do empreendimento Caldas Terrace, a Finangeste conta que o projecto consistiu na recuperação de cinco edifícios inacabados nas Caldas da Rainha, que vão agora dar vida a um projecto urbano que reúne 73 habitações, jardins e piscina, assim como outras lojas e serviços.

“Metade das habitações do Caldas Terrace já se encontram reservadas, sendo que os espaços comerciais serão comercializados numa segunda fase”, adianta a Finangeste.

“Este empreendimento foi desenvolvido em linha com uma nova estratégia urbanística em curso nesta área das Caldas da Rainha, procurando a sua valorização. Encontra-se integrado numa zona com novos supermercados, um hotel, um hospital e um ginásio”, enfatiza Paul Henri Schelfhout.

“A Finangeste está orgulhosa de ter participado num projeto que contribuiu para a resolução de um problema social, de segurança e de saúde pública, que se arrastava há vários anos numa das entradas principais da cidade, em relação estreita com a comunidade local e a Câmara Municipal das Caldas da Rainha”, explica Paul Henri Schelfhout, que vê neste empreendimento “uma nova abordagem e metodologia de proximidade sem precedentes, que traduz a visão da empresa na área da reabilitação urbana”.