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Angovidro prevê atingir mil milhões Kz até final do ano

Espera-se que 2019 seja o primeiro ano em que a empresa terá resultados positivos em virtude das políticas económicas, perspectivando-se com relativo optimismo o ano 2020 e seguintes.

13 Set 2019 / 08:29 H.

A Angovidro quer atingir este ano uma facturação de mil milhões Kz, sendo o primeiro resultado positivo, face aos negativos dos anos anteriores, revela o sócio maioritário da fábrica de transformação e comercialização de vidro, Fernando Barros.

Em declarações ao Mercado, o gestor esclarece que a firma tem registado resultados negativos desde 2016, estas perdas explicadas pela carência de divisas. Mas Fernando Barros acredita que 2019 é o ano da ‘virada’, fundamentando-se em dois fortes instrumentos legais: por um lado, a aprovação do Decreto Presidencial 23/19, que define os 54 produtos da indústria nacional protegidos; por outro, a recente alteração da pauta aduaneira.

“Quando começámos com os contratos para implementar a fábrica, ainda não havia crise. Três semanas depois, o preço do petróleo caiu brutalmente. A fábrica foi instalada durante o ano de 2015 e estávamos pronto para ir ao mercado no princípio de 2016, mas a crise já estava no apogeu”, recorda, acrescentando que as perdas foram financiadas pelos sócios, que sempre acreditaram na mudança do paradigma macroeconómico do País.

Fernando Barros afirma que o negócio está, entretanto, a melhorar. “Estes dois instrumentos viabilizam o nosso negócio, porque os compradores de vidro para os grandes projectos já não podem comprar fora, e mesmo que pudessem, ia sair-lhes mais caro do que fazer cá, porque as taxas aduaneiras irão subir”, explica.

“Houve uma alteração estratégica e temos vindo a dialogar com o apoio dos ministério da Indústria e da Economia, do Fundo de Garantia de Crédito e outras fontes, no sentido de conseguirmos ajuda do Estado para permitir a viabilização da empresa”, refere o sócio da companhia.

“2019, em virtude do decreto legislativo presidencial e da alteração a pauta, esperamos que seja o primeiro ano em que não vamos ter perdas e vemos com relativo optimismo o ano de 2020 e seguintes”, antecipa.

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