Angonap de Fortaleza permite à Movicel melhorar oferta de apps e conteúdos

A entrada em operação do data center da Angola Cables em Fortaleza vai permitir à Movicel alargar a oferta de conteúdos e aplicativos, a melhores preços, afirmou o PCA da operadora.

Brasil /
17 Abr 2019 / 19:31 H.

“Através da conectividade que se estabelece entre este data center e o Angonap em Angola, é possível termos conteúdos digitais mais modernos baseados na América Latina, nos EUA e, em especial, no Brasil, para fornecê-los aos clientes”, explicou Aristides Safeca.

O gestor, que falava ontem aos jornalistas à margem da inauguração, em Fortaleza, do novo data center da Angola Cables, reforçou que a melhoria da conectividade, em qualidade e velocidade, traz novas oportunidades a jovens que, em Angola, têm trabalhado no desenvolvimento de apps e conteúdos, que podem ser disponibilizados pelas operadoras aos seus clientes.

“Em Angola já temos um núcleo muito interessante de jovens que desenvolvem apps e que podem assim ligar-se a outros desenvolvedores e, em conjunto, criarem aplicações costumizadas para o mercado angolano”, disse.

A Angola Cables, de que a Movicel é accionista, com 6% do capital, inaugurou ontem o Angonap Fortaleza Tier III, junto ˆ Praia do Futuro, na capital do Estado brasileiro do Cear‡, um projecto que, de acordo com o CEO da multinacional angolana, Ant—nio Nunes, traz novas oportunidades de neg—cios para operadores e empresas dos dois lados do Atântico.

Aristides Safeca defendeu que o data center confere “mais competitividade” à Movicel, ficando agora a cargo da gestão e das equipas de marketing e comercial serem “mais criativas” para ajudar a “mobilizar e catalisar” os agentes que podem trazer novos serviços e conteúdos à companhia.

A melhoria da conectividade permite ainda “alguma redução de custos”, pois os clientes passam a gastar menos tempo para aceder a conteúdos. “Tempo é dinheiro”, sublinhou o PCA da Movicel, que vê com bons olhos o “desafio” da entrada de mais um operador de telecomunicações em Angola.

“A visão da competição depende muito da liderança da empresa e eu sou uma pessoa que sempre gostou de competição”, garantiu o gestor. A entrada de um novo concorrente – a Telstar venceu a licença para quarto operador, e irá juntar-se à Unitel, Movicel e Angola Telecom – “não deixa de ser um desafio, mas, se se tem confiança no que se faz e, sobretudo, de que se faz melhor que o concorrente, é bom para todos”

Aristides Safeca explicou que a redução de custos aos clientes é uma preocupação da companhia, que tem vindo a fazer um esforço nesse sentido.

“Estamos a trabalhar para isso. Por exemplo, estamos a procurar baixar os custos de energia, que são uma componente muito alta, e com pessoal, não reduzindo o número de colaboradores, mas alargando a base de clientes”, o que permite melhorar a produtividade por funcionário, diluindo estes custos, disse.