Angola foi o país no sul de África com mais investimento externo directo até 2016

Angola foi o país do sul de África com mais investimento estrangeiro directo de 2000 até 2016, de acordo com dados compilados pela União Africana (UA) e Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Angola /
14 Jan 2019 / 15:38 H.

No período de 16 anos analisado no relatório “Dinâmicas do Desenvolvimento em África – Crescimento, Emprego e Desigualdade 2018″, Angola registou 40% de investimento médio em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

Este registo médio, obtido no período da Presidência de José Eduardo dos Santos, foi superior em cerca de três pontos percentuais ao do Lesoto, enquanto a Zâmbia aproximou-se dos 37% e o Botsuana teve pouco mais de 32%.

Conjuntamente com Zimbabué e Sudão, Angola atraiu o maior número de projectos de investimento direto da China, entre o conjunto dos 54 países africanos.

Moçambique ficou muito perto dos 30% de investimento médio estrangeiro de 2000 a 2016 em percentagem do PIB, no sul de África, subregião dividida pela UA e que integra ainda África do Sul, Malaui, Namíbia, Suazilândia e Zimbabué.

Nesse período de 16 anos, o investimento externo directo representou 21.200 milhões de dólares (18.500 milhões de euros) em 2016, o que reflecte um crescimento face a 2009, em que se ficou por 6.900 milhões de dólares (6.000 milhões de euros).

O estudo da UA e OCDE, realizado em 2018 pela primeira vez, constatou que o conjunto de 10 países do sul de África enfrentou “uma prematura desindustrialização” desde 2000 até 2016.