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Acordo entre Unitel e Ericsson garante soluções 5G

Amílcar Safeca afirmou estarem empenhados em fornecer aos residentes e empresas os melhores serviços de telecomunicação.

Luanda /
11 Mai 2021 / 09:45 H.

A Unitel e a Ericsson assinaram um acordo de cooperação em soluções 5G de sistemas de rádio, soluções centrais e serviços, segundo uma nota tornada pública pela empresa angolana prestadora de serviços na área de telecomunicações móveis (Unitel).

O acordo ora firmado irá permitir a Unitel satisfazer a crescente procura de dados dos clientes no mercado nacional e está prevista ainda a expansão da rede Packet core, consolidação de utilizadores da Ericsson e a prontidão para serviços 5G.

Assim sendo, os sistemas de apoio empresarial da Unitel serão actualizados e melhorados para permitir a cobrança por catálogo dos seus serviços e preparar para a introdução de produtos e serviços 5G inovadores Business-toconsumer (B2B) e Business-to-Business (B2B).

De acordo com a nota, com estas soluções, o desempenho da rede Unitel deve melhorar para satisfazer as crescentes expectativas dos seus utilizadores.

Para este processo, lê-se no documento, tecnicamente estão incluídas expansões no Mobile Switching Centre Virtual (MSC) e na Ericsson Media Gateway for Mobile Networks (M-MGW) para melhorar os serviços de voz, enquanto a Ericsson Network Manager (ENM) irá assegurar um melhor desempenho e um time-market mais rápido para os novos serviços.

“O objectivo estratégico da Unitel é permanecer na vanguarda da experiência do cliente, sendo a Ericsson um excelente parceiro para atender a essas exigências com base num acordo que permitirá à companhia angolana diferenciar a oferta para utilizadores finais e beneficiar dos produtos e soluções mais recentes da multinacional Sueca” disse Amílcar Safeca, administrador e director geral adjunto para a área técnica da operadora angolana.

O documento indica ainda que a Unitel optou por expandir e desenvolver a rede de telecomunicações devido à crescente procura por conectividade no País, onde os consumidores manifestam maior interesse em novas aplicações, como jogos online, streaming de vídeo, comércio e governo electrónico.

As empresas também apostaram, de forma decisiva, em digitalizar grande parte das operações, uma mudança de hábitos que exige que as operadoras de telecomunicações tenham maior capacidade de dados. A fonte declara também que a Unitel vê nestes investimentos uma oportunidade para conquistar quota de mercado no futuro, obtendo um máximo de receita no crescente segmento de dados.

Cobertura do território

No Relatório de Responsabilidade Corporativa da Unitel relativo a 2019, apresentado no fim de Janeiro, em Luanda, a companhia afirma que, naquele ano, a rede 2G, adoptada logo a seguir ao início das operação em Angola, cobria todos os municípios e 51% das comunas, enquanto, na 3G, a relação era de 85,4 e 37,5% e na 4G de 20 e 10%, respectivamente.

A demonstração considera que “o grande desafio da Unitel é, precisamente, levar este tipo de serviços à totalidade dos 164 municípios espalhados pelas 18 províncias do País e depois pensar no desafio do 5G”.

Mas, acrescenta o relatório da Unitel, “a adopção da tecnologia 5G é o próximo passo na evolução da banda larga sem fio”, dado que “aumentar a velocidade de transmissão de dados com um número cada vez maior de utilizadores em simultâneo é um dos pontos em que este tipo de tecnologia pode marcar a vida do consumidor”.

A companhia nota ainda, no documento, que o investimento necessário para implementar a rede 5G em Angola levou a Unitel a definir prioridades e a estabelecer um programa face às circunstâncias económico-financeiras do País e do resto do mundo, que se alteraram com a pandemia da COVID-19, mas, a companhia mantém essa rede como “objectivo fulcral para assegurar a continuidade do seu crescimento empresarial”.

Além disso, conclui, há, na Unitel, “plena consciência de que esta tecnologia vai proporcionar a todos os angolanos uma série de instrumentos que serão decisivos no seu desenvolvimento económico”.

A rede 5G (quinta geração), também conhecida como a “Internet das coisas”, possibilita uma cobertura mais ampla e maiores transferências de dados, além de um número significativamente maior de conexões simultâneas.

Com essa rede, os telemóveis consomem até 90% menos energia que as redes 4G actuais, o tempo de ligação entre aparelhos móveis passa a ser inferior a cinco milissegundos, face aos 30 da 4G, um número de aparelhos ligados por área 100 vezes superior e as baterias devem ter uma capacidade para durar muito mais do que 24 horas.

No Relatório, a Unitel reclama para si uma quota de mercado de 83% em 2019, quando também contava com 13,1 milhões de clientes, 97% dos quais no segmento pré-pago.