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Solução para o Petróleo marcada para Quinta Feira

Aumento dos preços do (Brent & WTI), dependentes da reunião entre os membros da OPEP+ e outros grandes produtores relevantes, aliados do maior produtor mundial EUA (Estados da Unidos da América). Possivelmente avizinha-se o OPEP++

Luanda /
08 Abr 2020 / 17:49 H.

Espera-se que a reunião em vídeo conferência marcada para amanhã entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo OPEP e seus aliados liderados pela Rússia, que compõem a OPEP+ “seja bem-sucedida”, em relação a última reunião no início de Março que terminou em fracasso.

Este encontro, gerou uma péssima atmosfera no mercado, tendo forçado mesmo a Arabia Saudita a desencadear dumping de 8 USD a 10 USD nos preços do mercado e adicionalmente incrementar a produção para 12,1 milhões de barris e lançado os preços nas principais bolsas na vizinhança de 20 USD os barris

O Brent, que serve de referência para as ramas de Angola, está em “banho-maria”, à luz da esperança que os investidores têm sobre a reunião entre os membros da OPEP+ e outros grandes produtores relevantes aliados dos Estados Unidos da América (EUA), o que daria OPEP++, a aderirem a proposta de corte de 10 ou 15 milhões de barris na produção global. Deste modo, o intento de aumentar os preços do (Brent & WTI) em forte declínio nas bolsas pode torna-se efectiva, ao mitigar-se em certa medida o excesso de oferta no mercado e os stocks a nível mundial, por outro lado, pode gerar maior elasticidade na actual fraca procura por petroleo, por causa da dessiminação da pandemia do COVID-19.

Por conseguinte, a solução precisa e sustentada a curto e médio prazo para o aumento nos preços nas bolsas de Londres e Nova York, passa essencialmente pelo corte coordenado com os novos aliados de peso do Cartel, nomeadamente, EUA (13 milhões barris), Canadá (5,78 milhões barris), Brasil (3,06 milhões de barris) e a Noruega (2,1 milhões barris), que totalizam mais de 25% de toda produção mundial de petróleo.

Dúvidas em relação as restrições

A administração do Presidente Donald Trump, ainda têm algumas reservas sobre a eventual adesão as restrições domésticas, devido à limitação legal, “Antitrust”, que segundo a qual, é ilegal que os produtores de petróleo se reúnam para discutir o aumento dos preços do petróleo, preterindo as forças livres de mercado. Portanto, existe cá uma brecha na lei, tornado perfeitamente legal o seguinte: “Se os reguladores das federações ou os governos federais, instituírem níveis mais baixos de produção para os produtores locais”. Deste modo, abre margens para a adesão das Empresas americanas ao eventual acordo.

Entretanto, prevê-se que mesmo com a adesão mais alargada ao grupo OPEC+, dos EUA, Canadá, Brasil e Noruega e outros produtores que não fazem parte do Cartel+, isso ainda será muito inferior à perda da procura esperada, devido a paralisação generalizada e parcial de alguns sectores “clé” da economia mundial, tais como as Industrias da aviação, Automóvel e outras grandes indústrias pesadas que são as grandes consumidoras de energia. Por quanto, o corte de 10 ou 15 milhões de barris pode não ser suficiente para estabilidade esperada.

A situação nas economias petrolíferas em África é terrível, os países grandemente dependentes como Angola, Nigéria e Argélia precisam desesperadamente de um acordo, para garantir a continuidade e a sobrevivência dessa indústria.

Por outro lado, as receitas do petróleo são responsáveis por mais de 80% em média das RIL (reservas internacionais líquidas) dos três maiores produtores africano. Entretanto, não havendo o acordo que se impõe actualmente para o mercado, é expectável uma desvalorização acentuada nos mercados cambiais e consequentemente fuga de capital, o que afectaria drasticamente o mercado de emprego nos respectivos países.