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Seguradoras procuram soluções para promover crescimento económico

Paulo Edra entende que o sector segurador em Angola está saudável e tem as ferramentas e produtos necessários para fazer face às necessidades do mercado.

Luanda /
12 Dez 2022 / 08:35 H.

O presidente da Associação de Seguradoras de Angola (ASAN), José Araújo, afirmou que as seguradoras “estão a fazer um esforço muito grande para aumentar essa taxa de penetração” na economia, já que a taxa é de 0,7% do PIB.

José Araújo, que falava durante a 2ª Edição do Fórum Banca e seguros, realçou que os incentivos fiscais para os fundos de pensões e os seguros de capitalização, foram as novidades para a actividade seguradora, uma vez que nos mercados mais desenvolvidos o seguro de vida representa mais de 50% da actividade seguradora.

“Temos o ramo vida em Angola numa fase muito inicial de desenvolvimento, quando este tipo de seguros se desenvolver, e isso vai se desenvolver, em grande parte depende muito da evolução da economia e da evolução dos mercados de capitais. Quando isso for possível, provavelmente, vamos ter condições para duplicar o nível de maturação só através do ramo vida”, disse.

De acordo com José Araújo, o seguro automóvel e os de acidentes de trabalho têm taxas de penetração que na ordem dos 20%, argumentando que tem sido uma luta constante das seguradoras, com o apoio da ARSEG e do fundo de garantia automóvel, bem como a polícia nacional.

Por sua vez, Paulo Edra (Assessor da Fidelidade) entende que o sector segurador em Angola está saudável e tem as ferramentas e produtos necessários para fazer face às necessidades do mercado.

“O regulador tem actuado bastante, com as melhores práticas internacionais, portanto, nós as Seguradoras estamos bastantes satisfeitos e estamos perfeitamente solidários com aquilo que tem sido feito a nível de supervisão Temos uma associação que congrega as principais seguradoras de Angola”, apontou.

De acordo com Paulo Edra, todas as seguradoras têm um caminho a percorrer em termos de desenvolvimento dos produtos, uma vez que faz parte da função da economia a criação e inovação de novos produtos e soluções.

Para o director comercial da Protteja seguros, Ricardo Major, defende que a melhoria do sector sector e a sua contribuição na economia, depende também da literacia financeira, não só do ponto de vista das pessoas, mas também do ponto de vista corporativo.

“O que temos verificado é que além de haver uma falta de literacia por parte dos indivíduos há também uma falta de cultura de seguros por parte das empresas”, afirmou.

Segundo o Ricardo Major, o caminho para o crescimento económico passa sempre pelo investimento no sector primário, “pela agricultura e também pela indústria”, mas os investimentos que hoje são feitos nestes sectores são pouco acompanhados dos seguros.

O representante da Protteja, argumenta ainda que o crescimento passa também pelo aumento da penetração e da prevalência dos seguros obrigatórios, nomeadamente o de automóvel e de acidentes de trabalho, bem como o aumento da produção dos seguros associados aos investimentos.

O “II Fórum Banca e Seguros”, promovido pela AJECO – Associação dos Jornalistas Económicos, contou com a presença da banca que abordou o tema “Banca: Soluções viáveis para o crescimento Economico”.

Os economistas também deram o seu contributo, apontando os problemas, os desafios e as soluções. Discutiram o tema “As soluções da Banca e Seguros para a diversificação da economia nacional”, os economistas Euriteca André, Carlos Rosado de Carvalho, António Estote, Daniel Sapateiro e Rui Malaquias.