Refinação reduz volatilidade do petróleo em mais de 60%

A refinação do crude nos países produtores de petróleo, como é o caso de Angola, reduz em mais de 60 por cento as variações bruscas do seu preço no mercado internacional, afirmou o economista Guineense, Carlos Lopes.

Angola /
17 Mai 2019 / 14:47 H.

Angola produz na Refinaria de Luanda, a única que possui, apenas 20 por cento dos derivados de petróleo que consome, importando os restantes 80 por cento.

De acordo com números divulgados em Abril último, no primeiro trimestre deste ano, a Sonangol gastou 221,4 milhões de dólares a importar produtos derivados do petróleo para suprir a procura do seu mercado interno, a uma média de 73,8 milhões de dólares por mês, o que deve estar próximo dos valores da importação que está a ser descarregada na Base da Sonils.

Carlos Lopes, que falava à imprensa no fórum de Apoio à Reconversão da Economia Angolana, aconselhou Angola a apostar na transformação petrolífera, ao invés de importar o petróleo bruto.

Para que Angola marque este passo, disse o economista, deverá investir na actividade de refinação, apostar na indústria petroquímica, produção de fertilizantes, entre outras transformações.

O também coordenador residente do Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento do PNUD afirmou que Angola faz parte dos 35 países altamente dependentes de matérias-primas.

Considerou pior os países que dependem de uma única matéria-prima, como é o caso de Angola, e justificou que estão expostos à volatilidade de preços nos mercados internacionais, uma situação que acontece com o petróleo.