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Reclamações contra seguradoras reduzem 33% no primeiro semestre

A ENSA reportou o maior número de reclamações, mas deu tratamento e concluiu todas. ALIANÇA, BIC, BONWS, PRUDENCIAL, STAS e TREVO não reportaram à ARSEG. A TRANQUILIDADE não concluiu nenhuma das reclamações recepcionadas.

Luanda /
27 Set 2022 / 07:51 H.

As reclamações contra as seguradoras reduziram 33% no primeiro semestre de 2022, face ao mesmo período do ano passado, calculou o Mercado com base nos relatórios sobre Gestão de Reclamações recentemente publicados pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

De acordo com o relatório disponibilizado pela ARSEG, foram reportadas 182 reclamações até Junho de 2022, menos 88 em relação as 270 registadas no primeiro semestre de 2021.

O documento também indica que o maior registo de queixa se verificou no ramo não vida com um total de 174. O ramo vida registou oito reclamações, resultante da baixa penetração no sector segurador.

Do total de reclamações, os segurados fizeram a maior parte das reclamações com 46%, ao apresentarem 84 queixas, a seguir com 28% (51) os terceiros, os tomadores de seguro com 21% e os restantes 5% foram reportados pelos beneficiários e outros.

Quanto aos canais de entrada, 54% foi via e-mail (o mais utilizado), 16% por carta e os restantes 34% foram por outras vias.

Segundo a ARSEG, grande parte das reclamações revela a falta de conhecimento sobre o funcionamento do mecanismo do seguro.

Em outras situações, as seguradoras revelam inobservância dos pressupostos processuais que garantem cumprimento na regularização de sinistros, tendência negligente de não regularizar os sinistros, mesmo naquelas situações em que resulta claramente a sua obrigação de pagar.

Ainda há casos (informa o relatório) em que se denota morosidade, falta de informação aos clientes sobre aspectos gerais do contrato do seguro; referente ao Aviso n.º 01/15; à criação e funcionamento dos Centros de Reclamações, assim como a indicação do Provedor de Cliente.

ENSA lidera reclamações

De acordo com os dados expressos no relatório do regulador, no primeiro semestre de 2022 a ENSA foi a seguradora que recebeu o maior número de reclamações com um total de 56 reportes, seguida pela SANLAM (28); NOSSA (24); FIDELIDADE (21) e Fortaleza (20) queixas.

Aliança, BIC, BONWS, PRUDENCIAL, STAS e TREVO, segundo o documento, não reportaram reclamações no período em análise. Apesar de liderar as reclamações, a ENSA assim como a FIDELIDADE, NOSSA e Global deram tratamento e concluíram todas as reclamações recebidas.

Quanto ainda ao tratamento das reclamações, a MUNDIAL tem 92% concluídas e 8% abertas, a FORTALEZA 80% concluídas e 20% abertas, SANLAM 64% concluídas e abertas 36%, PROTTEJA, SUPER, e a GIANT têm concluídos e abertos 50% das queixas recepcionadas, respectivamente. A CONFIANÇA concluiu 25% e tem 75% por resolver.

A TRANQUILIDADE (como demonstra a exposição da ARSEG) foi a única entidade que não concluiu ao longo do semestre nenhuma das reclamações recebidas.

Do total de reclamações reportadas foram concluídas por volta de 86%, calculou o mercado com base nos dados do relatório.

Segundo as informações da ARSEG, nas estatísticas apresentadas, relativamente ao número de reclamações por ramos, tipo de canal e interveniente, não foram considerados os dados da NOVA Seguros, SA (antes designada SOL Seguros, SA), pois não efectuou o reporte referente ao período em análise.

Os dados estatísticos (assegura o documento) reflectem as informações prestadas por 20 seguradoras, mas no relatório constam apenas informações referentes a 19 se incluirmos a NOVA Seguros.

O relatório da ARSEG não apresenta dados das seguradoras, INTERNACIONAL, TRIUNFAL e FORTALEZA, pois não reportaram à ARSEG as respectivas informações. A PROVIDÊNCIA – ROYAL chegou a submeter reporte das informações à ARSEG, mas não estava de acordo com os requisitos estabelecidos pelo regulador.