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Projectos em carteira podem trazer mais 500 mil barris dia nos próximos sete anos

Novos projectos, alguns com ‘luz verde’ para o investimento, vão ajudar a subir produção. Reservas provadas dão para 10 anos.

11 Jan 2020 / 08:00 H.

Pelo menos nove projectos petrolíferos deverão entrar em produção nos próximos cinco anos, incluindo três em águas profundas que a operar parcialmente ainda 2018, revela o prospecto da emissão de eurobonds realizada pelo Governo em Novembro passado.

Segundo o documento, a que o Mercado teve acesso, os projectos em offshore são o Kaombo (230 ml barris por dia - bpd), e os campos UM8 (cinco mil bpd) e Ochigufu (22 mil bpd). Estes dois iniciaram produção ainda em 2018, ano e meio após a apresentação dos planos de desenvolvimento. O documento refere que atrasos na construção levaram a que o Kaombo apenas iniciasse produção no início de 2019 no Kaombo Sul, naquele que foi o segundo projecto de produção em FPSO. O projecto está no Bloco 32, a 260 quilómetros da costa, a profundidades entre os 1.400 e os 2.000 metros. O País tem ainda mais de uma dezena de projectos em offshore e/ou águas profundas em vias de produzirem nos próximos sete anos, dos quais quatro já receberam luz verde para o investimento, prevendo-se que venham a contribuir com aproximadamente 500 mil barris por dia para a produção petrolífera nacional.

Em 2018, a produção angolana ascendeu a 539,8 milhões de barris, ou seja, cerca de 1,5 milhões bpd, uma quebra de 9,4% face ao ano anterior, quando a produção foi de 597,6 milhões de barris, ou cerca de 1,6 milhões bpd. Em 2016, a produção havia sido de 630,1 milhões de barris. Já no primeiro semestre de 2019, a produção foi de 253,5 milhões de barris. Entre os projectos que vão dar frutos nos próximos anos, se se confirmarem os investimentos, destaque para o Cameia, operado pela Sonangol, no bloco 21/09 em offshore (prá-sal), com uma produção estimada em 70 mil bpd a partir de 2025, e para o PAJ (Palas, Astraea, Juno), a operar pela BP no bloco 31 de águas ultra-profundas, também com 70 mil bpd. A decisão final para o investimento no primeiro projecto não foi ainda tomada pela Sonangol, segundo o prospecto, e a decisão final para o PAJ deverá ocorrer em Novembro deste ano, para entrada em produção em 2023.

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