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OPEP e ‘aliados’ podem cortar produção de petróleo entre Maio e Julho

Um corte na produção de petróleo entre pelo menos Maio e Julho poderá, para conter a queda de preços das últimas semanas, poderá ser decidido na próxima quinta-feira (dia 9 de Abril), na reunião por videoconferência da OPEP+, de acordo com fontes da OPEP citadas na agência oficial russa TASS:

Brasil /
07 Abr 2020 / 11:50 H.

Uma das fontes referiu: “Acredito que possa haver um acordo a partir de Maio, porque as entregas de Abril já estão agendadas”. Outra fonte afirmou que um eventual corte na produção poderá prolongar-se para além de Junho.

A Rússia – assim como os EUA e a Noruega, entre outros – já confirmaram que estarão presentes na videoconferência. Moscovo e Riade – que não se entenderam sobre o prolongamento dos cortes na produção, em vigor há três anos, para além de 30 Março, por causa da queda da procura gerada pela pandemia do Coronavírus, estarão agora disponíveis para debater um corte massivo.

A reunião esteve prevista para ontem, mas o clima tenso entre a Arábia Saudita e Rússia, levou a seu adiamento para amanhã, sendo certo que num ponto estarão de acordo: qualquer corte massivo, de 10 a 15 milhões de barris por dia, terá que envolver também os EUA, uma hipótese que o presidente Trump afirmou ontem não lhe ter sido ainda colocada.

O presidente norte-americano defendeu que os cortes na produção nos EUA “ocorrem automaticamente”, dada quebra na procura.

Analistas citados pelo OilPrice avançam, contudo, que, ainda que um conjunto de países agrupados numa suposta OPEP++ (OPEP+ e EUA, Canadá, Brasil, Noruega e outros produtores não OPEP+) acordassem num corte de 10 milhões de barris por dia, tal não seria suficiente para sustentar os preços, dadas as previsões de quebra da procura no segundo trimestre.

Analistas ouvidos pelo Mercado destacam que a produção actual está com um excesso de 20 a 25 milhões de barris por dia face à procura, sendo que em condições normais o excesso é de apenas dois a três milhões de barris por dia.

O preço do petróleo segue em alta ligeira, com o crude WTI a subir 1% para 26,34 USD/barril e o Brent, que serve de referências às exportações angolanas, a avançar 0,14% para 33,19 USD/barril.