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O preço do petróleo pode aumentar

Estados Unidos, pondera conversar com a Rússia e Arábia Saudita para contornar o impasse no mercado de petróleo.

01 Abr 2020 / 17:00 H.

Os preços do petróleo (Brent e WTI) caíram quase 70% desde o início de 2020, devido à guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia e associada às consequências económicas da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

A sessão de abertura de hoje deixou os preços do petróleo abandonados perto dos níveis mais baixos desde 2002, a ser cotado a 25 USD o preço do Barril as 12 horas local, em meio à crise global do COVID-19 que provocou uma desaceleração económica mundial e reduziu a procura pelo petróleo nos mercados internacionais.

Os estoques de petróleo dos EUA subiram 10,5 milhões de barris na semana passada, superando em muito as previsões de um aumento de 4 milhões de barris, segundo o American Petroleum Institute.

O clima de baixa procura no mercado não foi melhorado dado o “Stand off” dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Rússia (OPEP+).


"Para o Analista de Economia Internacional do jornal Mercado, Hernany Pena Luís, é muito provável que a (OPEP+) encontre “common ground” com os Estados Unidos, de modo a elevar os preços e assim compensar as perdas de produção do petróleo (Brent e WTI)", referiu.

Ainda de acordo com o analista, as dinâmicas de mercado vai estabelecer um preço médio do petróleo Brent de 38,76 USD por barril em 2020, projectou.

O presidente norte americano Donald Trump, informou aos jornalistas da Casa Branca que se juntaria à Arábia Saudita e à Rússia, se necessário, para discutir a forte queda nos preços do petróleo resultante de uma guerra de preços entre os dois países.


A produção de petróleo dos EUA caiu para 12,7 milhões de barris em janeiro, ante 12,8 milhões de barris em dezembro, informou a Administração de Informações de Energia dos EUA (EIA) em um relatório mensal na terça-feira.


O mercado de petróleo fez algumas compras antecipadas na terça-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homologo russo Vladimir Putin concordaram em negociações sobre a estabilização dos mercados de energia.