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Novos regulamentos na banca devem abranger Fintech e E-commerce

Abdul Santos, consultor, entende que é preciso adequar a regulação para que não dissocie as empresas de telecomunicações à banca e ao comércio electrónico.

China /
29 Nov 2019 / 09:50 H.

Abdul Santos, que já foi director geral da TV Cabo e quadro sénior da Angola Telecom, diz que, nos últimos tempos, o índice das Fintech, empresas tecnológicas que prestam serviços financeiros ou desenvolvem soluções tecnológicas para a banca, tem vindo a aumentar, pelo que agora “é preciso mais regulação que olhe para a banca, telecomunicações e o comércio”. Ou seja, o consultor, entende que é preciso adequar a regulação que não dissocie as empresas de telecomunicações à banca e ao comércio electrónico.

Entretanto, para não comprometer este crescimento das Fintech, que, sem sombra de dúvida dá um outro impulso à banca, com base em estimativas econométricas inspiradas na realidade chinesa, Abdul Santos estima que Angola precisa investir actualmente 6 mil milhões USD para sair de 6 milhões de utilizadores de internet para 18 milhões de utilizadores nos próximos cinco anos.

O agora consultor referiu ainda que a digitalização permite aos bancos maior controlo das suas operações e, consequentemente, maior observância das normas de compliance.

Abdul Santos fez esta análise quando dissertava o tema sobre “Investimentos em Telecomunicações enquanto motor da economia digital” no fórum Transformação Digital na Banca e Comércio Electrónico organizado pela revista Economia & Mercado.

O Fórum Transformação Digital na Banca e Comércio Electrónico tem como objectivo discutir questões de como Angola se deve preparar a curto e médio prazo para a Banca Digital e o E-Commerce no que

concerne à regulamentação e tributação nesta área ainda insipiente para o mercado angolano, mas que a breve trecho deverá ter um peso significativo na balança comercial.

Com a crise económica que assola o país, a tendência do consumidor é pesquisar mais antes de fazeras suas compras e a Internet facilita a pesquisa e a comparação depreços antes da decisão final. Com isto, tem havido mais migração dacompra física para compra online.

A pensar nesta mudança de comportamento, a banca angolana tem lançado para o mercado novos

meios de pagamento electrónico,como o E-Kwanza BAI, E-Kwanza,Kwanza-Online, entre outros, demodo a garantir uma maior mobilidade nos pagamentos, criandodeste modo mais opções para astransacções monetárias e facilitando o acesso a informações sobreprodutos e serviços independenteda localização geográfica.

Com a chegada ao mercado de novas formas de pagamento e com o e-commerce a “dominar” o sector, Angola não pode ficar para trás.

Países como a China, os Estados Unidos da América, o Brasil e tantos outros caminham a passos largos nesse sentido, por isso é hora de os consumidores e empresários angolanos começarem a adoptar novos hábitos no que tange às compras online.O e-commerce, ao tornar-se uma prática comum entre os angolanos deverá trazer inúmeros benefícios, melhores decisões e possibilitará a introdução de inovações na gestão dos recursos, o que eliminará atrasos e reduzirá os custos operacionais.