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Moody’s considera “improvável” recuperação total da aviação civil antes de 2023

Para 2021, a agência de notação financeira norte-americana prevê que o volume de passageiros seja entre 35% e 55% abaixo do que se verificou em 2019.

05 Jun 2020 / 09:34 H.

A agência de notação financeira Moody’s considerou esta quinta-feira “improvável” que o sector da aviação civil recupere totalmente dos efeitos da pandemia de covid-19 antes de 2023, antecipando que a procura permaneça “severamente deprimida” em 2021.

“É improvável que o sector global de companhias aéreas de passageiros recupere totalmente antes de 2023, pois a procura de passageiros aéreos permanecerá severamente deprimida em 2021, devido às consequências do coronavírus”, refere a Moody’s num relatório hoje divulgado.

A agência de notação financeira admite que muitas companhias aéreas melhoraram a sua liquidez nos últimos anos, mas à custa do aumento da sua dívida.

Como resultado, as companhias aéreas avaliadas pela Moody’s terão dívidas em média de cerca de 29 a 49 mil milhões de euros, em 2023, o que corresponde a uma subida de 20% a 30% face a 2019.

“Os efeitos do coronavírus, como preocupações com a saúde, mudanças nas políticas de viagens corporativas, possíveis restrições a chegadas internacionais e menores gastos discricionários por causa do PIB mais fraco e maior desemprego, restringirão a procura de passageiros aéreos até 2022 e colocarão uma enorme carga de dívida nas companhias aéreas, a nível global”, refere o relatório.

Actualmente, os volumes mundiais de passageiros estão entre 80% e 90% abaixo dos níveis do ano anterior, de acordo com as previsões da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla inglesa) para 2020.