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“Mobilizar investidores para o sector energético em Angola”

O imponente Museu da Electricidade, com vista sobre o rio Tejo, encheu para receber ‘Connecting Africa’ e falar de forma informal temas bem formais como a energia e a sua sustentabilidade.

Lisboa /
13 Jun 2019 / 10:22 H.

Tony Tyou, jornalista da BBC, foi quem abriu o debate, puxou pela audiência e incentivou os speakers a dizer de sua justiça.

Ricardo Machado, ceo do aenergy, falou da importância das sinergias, das parcerias e dos apoios e, por isso mesmo, não deixou de enaltecer o Millenium Atlântico, entidade que apoiou esta iniciativa. “Para ajudar África precisamos de começar por algo que envolva a comunidade. Estamos a tentar juntar todos para que tal aconteca”. E remata com um “We try and try and try”, sinal de resiliência necessária nestes tempos de mudança. E de mudança falou também Daniel Santos que lançou um repto aos presentes, o desafio de mudar e “todos juntos fazermos a diferença”. O ceo do Milenium Atlântico foi peremptório nas suas palavras ao afirmar que acredita “ no país, no projecto, nos parcerias”.

Adianta que “o Banco tem vindo, desde há algum tempo, a mobilizar um conjunto de investidores com o intuito de os incentivar a investir no sector energético em Angola. Em face das alterações recentes no enquadramento regulatório e do crescente interesse e disponibilidade destas entidades privadas e multilaterais em investirem em Angola, e também da relevância do investimento neste sector para o desenvolvimento do País, julgamos que deste fórum podem resultar expressões de interesse que permitam o início da estruturação de formas de investimento inovadoras, com maior envolvimento do sector privado”, conclui.

Para Paulo Portas, trata-se de ‘business diplomacy’. O antigo vice-primeiro ministro português alertou para o crescimento em África ser superior ao do resto do mundo e este ser o momento ideal para a viragem: “A estabilidade política, a estabilidade jurídica e um ambiente favorável para os negócios” motivaram esta performance, na opinião do político.

“Se África conseguir garantir estabilidade política, de forma a fazer retroceder os conflitos que às vezes existem do ponto de vista de segurança, se investir muito na segurança dos contratos, ou seja na confiança dos investidores, é de longe o continente que no século XXI pode aproximar-se mais do papel que a Ásia desempenhou no final do século XX”, rematou.

O encontro, alinhado com a agenda do África Energy Fórum, reuniu empresas, investidores e especialistas em energia e com o intuito de criar condições no futuro próximo para o financiamento de projectos estruturantes, essenciais para o desenvolvimento económico do continente africano, e em especial de Angola, ultrapassando assim um dos seus maiores desafios.