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Investimento americano beneficia 2,4 milhões de pessoas no País

Especializada em energia, a Sun Africa produzirá 370 megawatts (MWp) em sete centrais, evitando a emissão de 935.953 toneladas de dióxido de carbono por ano.

15 Mar 2021 / 12:07 H.

A empresa norte-americana Sun Africa vai iniciar a construção de um megaprojecto fotovoltaico e de baterias no País, com capacidade para produzi 370 megawatts (MWp) em sete centrais.

O megaprojecto fotovoltaico e de baterias, orçado em 524 milhões de euros, cujo lançamento estava agendado para Quinta-feira, 11, no Biópio, na província de Benguela, produzirá 370 megawatts (MWp) em sete centrais e estará concluído no terceiro trimestre de 2022.

O financiamento está a cargo da SEK (agência de promoção de exportações da Suécia), com garantias da Agência Sueca de Crédito à

Exportação (EKN).

Biópio, segundo o portal da Sun Africa, é o maior projecto solar fotovoltaico individual na África Subsaariana. Terá um centro de treinamento para trabalhadores locais em matéria de energia solar,

na operação e manutenção de toda a geração solar. Só Biópio, de acordo a empresa norte-americana vai electrificar mais de 239 mil residências.

As centrais deverão ser construídas no Biópio, na província de Benguela, que terá a maior produção (188,88 MWp), seguindose as de Benguela (96,7 MWp), Saurimo, na Lunda Sul (26,91 MWp), Luena, no Moxico (26,91 MWp), Cuito, no Bié (14,65 MWp), Bailundo, no Huambo (7,99 MWp) e Lucapa, na Lunda - Norte (7,2 MWp).

No Saurimo, por exemplo, de acordo com o portal da empresa, a central fornecerá energia para mais de 34 mil residências na região, no Luena, igual número (34 mil) residências e no Cuito mais de 19 mil casas, para citar apenas estes.

O projecto usará equipamento das empresas Hitachi-ABB, Hanwha Q-Cells e NEXTracker e será construído pelo grupo empresarial português MCA.

Este grupo português anuncia que terminou as remodelações nas suas instalações no Biópio, incluindo também a desmatação no Projecto Solar do Biópio, de acordo com pesquisas do Mercado no site da referida empresa. “A capacidade total dos sete projectos solares será de 370 megawatts e trará benefícios significativos ao fornecimento de electricidade de Angola”, assinalou um comunicado da empresa norte americana, que refere que este megaprojecto “marcará um novo rumo na diversificação do fornecimento de energia e da economia” do país.

A empresa norte-americana, subsidiária da Urban Green Technologies, sublinha que “além da riqueza em hidrocarbonetos, Angola tem luz solar abundante e uma das maiores irradiações solares no continente africano”.

Cinco dos projectos que integram este megaprojecto estarão ligados à rede energética principal, enquanto os restantes dois estarão ligados a áreas rurais. “Embora a África Subsaariana em geral enfrente o nível mais baixo de acesso à electricidade em todo o mundo, as áreas rurais enfrentam os maiores desafios. Entre 60% e 70% dos proprietários de negócios na região dizem que a falta de energia é o principal factor que restringe o seu crescimento”, refere o site da Sun Africa consultado pelo Mercado.

Entretanto, citado na nota de imprensa, o presidente do conselho administrativo da Sun Africa, Nikola Krneta, considerou que os avanços do megaprojecto são “um feito incrível dados os actuais desafios de financiamento e outros, devido à pandemia”. “Demonstra a dedicação e capacidade de todos os nossos parceiros, assim como a visão do Governo angolano”, ressaltou Krneta.

Refira-se ainda que, os painéis solares são fabricados na Coreia do Sul, enquanto a maioria dos equipamentos a utilizar são enviados dos Estados Unidos da América e da Suécia.