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Fraca cultura organizacional prejudica financiamento das PME´s no mercado de capitais

“Financiamento de empresas por meio do mercado de capitais é muito mais complexo do que o sector bancário”.

12 Out 2020 / 11:48 H.

A fraca cultura organizacional e profissionalização da gestão, podem constituir entraves para o financiamento das PME´s no Mercado de Capitais, aponta o especialista em Mercados Financeiros, José Lumango. As PME´s no País têm muitas dificuldades de financiamento por causa da cultura organizacional e profissionalização da gestão, neste sentido, defende que um dos primeiros desafios e metas da referida cooperação será o de incentivar e melhorar a gestão das PME´s, justificando que os investidores preferem sempre empresas consolidadas ou empresas com muito potencial de crescimento, do que as Pequenas e Médias Empresas.

Em declarações ao Jornal Mercado, o também Consultor Jurídico Financeiro, José Lumango, disse que “o financiamento de empresas por meio do mercado de capitais é muito mais complexo do que com o sector bancário. Em tom aconselhador afirmou “é preciso que se organize uma estrutura de acesso quase semelhante as Fintechs ou Startups, para estimular o mercado de trabalho”.

José Lumango, considera salutar a iniciativa por permitir que as Pequenas e Médias Empresas tenham acesso aos investimentos no mercado de acções ou de dívidas, mas alerta “o problema é que neste momento teríamos que optar pelo relaxamento do crédito e a redução dos juros, para que haja maior competitividade”.

O especialista, defende para o caso de Angola, “a criação de infraestruturas que permitam que as PME´s possam ter como alternativa os Mercados de Capitais, desde que os pressupostos para a sua efectividade a médio e longo prazos se materializem, beneficiem e estimulem a retomada da economia, gerando emprego para os jovens nos dias de hoje”.

José Lumango, considera ainda importante o financiamento das PME´s para que estas possam expandir sua actividade, quer seja para investigação, produção, financiamento de estoques e promoção internacional.

Acrescenta que “as PME´s têm dificuldade de fazer isso apenas com os recursos que geram, o que as levam para fontes de financiamento a um custo razoável, em que os mercados de capitais são uma via competitiva em relação ao sector bancário, “comparou.

“A BODIVA e o INAPEM comprometem-se em desenvolver actividades conjuntas que orientarão os gestores das empresas em matérias de Governação Corporativa e no processo de preparação das empresas que pretendem financiar seus projectos através da emissão de valores mobiliários”, lêse numa nota de imprensa chegada à nossa redacção.

De acordo com o Gabinete de comunicação institucional da BODIVA, às condições específicas para as PME´s se financiarem através do mercado de capitais, serão as que forem aprovadas pelo regulador e pela própria BODIVA.

A BODIVA, mostra-se confiante com protocolo recentemente assinado com o INAPEM, pois permitirá a identificação de mecanismos para auxiliar as PMEs a financiarem as suas actividades, a identificar os sectores prioritários na visão da instituição, a criação de um segmento na bolsa que permita as empresas preencherem os requisitos mínimos do mercado.

Para a BODIVA, o trabalho actual que está a ser desenvolvido referente a parceria, é de identificar a capacidade das PME´s em cumprir os requisitos hoje instituídos e ajudá-las a cumprir estes requisitos de forma a juntaremse a este futuro segmento de PME´s, onde esperamos que ao seu tempo estas empresas cresçam e possam ter condições de irem para o mercado accionista.

A BODIVA faz saber ainda que as empresas poderão receber uma melhor informação e formação do funcionamento de mercado, tendo vantagens claras na sua gestão interna, como melhoria da sua actividade, saneamento financeiro, melhor entendimento da governança corporativa e poderem apresentar um melhor modelo de reporte financeiro.

A BODIVA, espera que as empresas cumpram na plenitude o protocolo, assinado com o INAPEM que permitirá identificar mecanismos para auxiliar as PME´s a financiarem as suas actividades, a identificar os sectores prioritários na visão da instituição, a criação de um segmento na bolsa que permita as empresas preencherem os requisitos mínimos do mercado.