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FMI prevê pior queda no crescimento do Médio Oriente em mais de 50 anos

As economias do Médio Oriente e norte de África vão contrair, em média, 5,7% este ano, com quedas até 13% nos países em guerra, informou o FMI. Essa projecção é a mais baixa em mais de 50 anos.

Angola /
14 Jul 2020 / 15:23 H.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu esta segunda-feira (13/07) as previsões de crescimento para o Médio Oriente para o nível mais baixo em mais de 50 anos, devido ao “duplo choque” dos baixos preços do petróleo e à pandemia de COVID-19.

À excepção do Irão, a crise sanitária no Médio Oriente fez relativamente poucas vítimas, segundo os especialistas, mas as consequências económicas do confinamento e a desaceleração global são significativas.

As economias do Médio Oriente e norte de África vão contrair, em média, 5,7% este ano, com quedas até 13% nos países em guerra, informou o FMI na actualização das perspectivas económicas regionais.

Essa projecção é a mais baixa em mais de 50 anos, segundo dados do Banco Mundial, e ocorre após um ano de crescimento modesto.

“Este é um revés significativo que agravará os desafios económicos e humanitários existentes e aumentará os níveis de pobreza já elevados”, disse o FMI, acrescentando que “os problemas sociais podem reacender com o levantamento das medidas de confinamento”.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Koweit, Omã e Qatar, os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) atingidos pela queda do preço do petróleo, devem contrair 7,1%, mais 4,4 pontos percentuais do que o estimado na previsão de Abril.

“A região está a enfrentar uma crise sem precedentes. Um duplo choque que afectou o funcionamento normal das economias durante o confinamento”, disse Jihad Azour, director do departamento do Médio Oriente e Ásia Central do FMI, em declarações à agência France-Presse.