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Dólar mantém predominância no mercado de transacções

A supremacia do dólar norte-americano sobre as principais moedas para transacções comerciais e reservas internacionais vai manter-se por muito tempo, de acordo com um estudo recente efectuado pelo Fundo Monetário Internacional, citado pelo economista Gilberto António.

China /
04 Dez 2020 / 05:16 H.

Em declarações à imprensa o também especialista em comércio e investimentos internacionais, disse que não obstante o crescente protagonismo de novos actores no Sistema Financeiro Internacional e as suas respectivas moedas, tais como a China (Remimbi) e a União Europeia (Euro),a moeda dos EUA continuará a manter a confiança dos investidores.

Publicado há dias, com o titulo: “Reserve Currencies in an Evolving International Monetary Systeme” (Moedas de Reservas envolvidas num Sistema Monetário Internacional), o estudo teve como pressuposto o facto de que “apesar dos sistemas monetário e comercial internacionais terem evoluídos nas últimas décadas, em resposta às mudanças estruturais na economia global, a composição monetária das reservas internacionais permaneceu notavelmente estável”.

O dólar, segundo a resenha do estudo avançada por Gilberto António, é actualmente a moeda dominante, com uma participação de 61 % das reservas globais no final de 2019, seguida do euro que constitui 21 % das reservas globais, enquanto outras moedas distintas têm protagonismos muito inferiores, num leque em que se destacam as moedas chinesa (remimbim), a inglesa(Libra esterlina), a japonesa (yuen), entre outras de irrelevante circulação à escala planetária.

O estatuto particular do dólar como moeda de reserva é consistente, em virtude do seu amplo uso internacional, na medida em que os 44 por cento na sua utilização no volume de negócios lhe conferir o estatuto de “moeda mais negociada no mercado de câmbio”, isto é, a mais utilizada para o facturamento comercial (54 % do comércio global) e denominação de créditos financeiros(51 % dos créditos bancários internacionais).

“Em minha opinião, esta posição dominante do dólar norte-americano é estonteante, tendo em conta as mudanças significativas ocorridas nos últimos 30 anos, como, por exemplo, a introdução do euro em 1999 e os esforços contínuos da China em promover a sua moeda internacionalmente.

De notar que, apesar destas transmutações, o dólar continua a representar uma parte bastante elevada no que diz respeito à reservas globais, tendo mantido notavelmente alta a respectiva proporção do volume de negócios global”, frisou Gilberto António.