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Crescimento negativo da China ameaça países africanos

Os receios começam a ganhar forma em países como Angola, cujas exportações para este parceiro também caíram 30,7%

China /
26 Mar 2020 / 21:42 H.

A Agência Ecofin prevê que a economia da China deve experimentar um crescimento negativo de 2,8% no final de 2020. Lê-se, a partir de uma nota de análise económica publicada há dois dias pelo Institute for international Finance (uma organização sediada em Washington nos Estados Unidos da América e que reúne participantes do sector financeiro em todo o mundo).

Este anúncio fez soar o alarme sobre o que representa um novo risco de choque exógeno para a África, do qual a China é o principal parceiro comercial e um dos principais compradores de matérias-primas. A crise anterior, que degradou as economias de muitos países da região, forçando-os a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI), foi parcialmente causada por uma queda na procura chinesa.

Os receios começam a ganhar forma em países como Angola, cujas exportações para este parceiro também caíram 30,7%. A Zâmbia, um dos principais exportadores de cobre da África. Os preços dessa matéria-prima já caíram 19,7%. Ao mesmo tempo, observa-se que as exportações deste país para a China caíram 43%.

As estatísticas divulgadas, esta semana, pelos serviços aduaneiros chineses dão conta que o volume total de comércio entre a China e a África caiu 17,8% entre Janeiro e Fevereiro de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. Mais notável ainda são as importações chinesas do continente negro, caíram 21,7%, enquanto as compras da África deste país caíram apenas 13,2%.