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Coronavírus obriga a revisão em baixa do crescimento da economia mundial, alerta Banco Mundial

“A previsão (de crescimento da economia mundial) vai baixar, pelo menos para a primeira metade de 2020, em parte devido à China (afectada pelo vírus), em parte devido às cadeias de abastecimento”, declarou Malpass, num debate com a antiga presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen, promovido por um centro de reflexão.

China /
05 Fev 2020 / 17:08 H.

A previsão de crescimento da economia mundial vai ser revista em baixa devido ao novo coronavírus que surgiu na China, advertiu hoje o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

“A previsão (de crescimento da economia mundial) vai baixar, pelo menos para a primeira metade de 2020, em parte devido à China (afectada pelo vírus), em parte devido às cadeias de abastecimento”, declarou Malpass, num debate com a antiga presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen, promovido por um centro de reflexão.

A instituição tinha anunciado no início de janeiro que esperava uma recuperação no crescimento mundial em 2020, apontando para 2,5% depois de 2,4% no ano passado.

Malpass assinalou que uma parte dos bens chineses são transportados (para outros países) em aviões comerciais de passageiros e muitas companhias aéreas suspenderam os voos de e para a China devido à epidemia.

Por sua vez, Janet Yellen espera que a actual situação tenha “um efeito significativo” no crescimento chinês, pelo menos no primeiro trimestre, podendo também reflectir-se no segundo.

“E a China representa uma parte importante da economia mundial, o que deve ter um efeito de contágio” e alimentar a incerteza, acrescentou.

Mas Yellen acabou por sublinhar que no passado episódios semelhantes mostraram que os efeitos são significativos na economia a curto prazo, mas “a longo prazo, parecem ter um efeito relativamente pequeno”.

David Malpass lembrou que a ciência tem progredido e disse ter esperança numa resposta científica para dominar o vírus.

Na segunda-feira, o Banco Mundial exortou todos os países a “reforçarem a vigilância sanitária e as respostas dadas” à epidemia para conter a sua propagação.

O surto causado pelo novo coronavírus já provocou pelo menos 427 mortos, de acordo com números oficiais.

Mais de 20 mil pessoas foram infectadas e o medo de uma maior propagação tem paralisado a China, com repercussões na economia mundial ainda difíceis de quantificar.