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CMC prepara PMEs para o mercado de capitais

O programa terá a duração de três anos, que engloba sete fases, lançamento do programa e período das candidaturas, avaliação e selecção das empresas, processo de mentoria realização do roadshow aos potenciais investidores, captação de financiamento, investimento governance e admissão no segmento alternativo da Bolsa.

Luanda /
09 Mai 2022 / 10:19 H.

A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) em parceria com as empresas de auditoria (Deloitte e Ernst&Young Angola), Academia do Empreendedor de Luanda e Founder Institute Luanda lançou recentemente o programa de financiamento e preparação das pequenas, médias empresas (PMEs) para o mercado de capitais.

Trata-se do programa “Emergentes”, orientado ao apoio ás PMEs com elevado potencial em diversos estágios de crescimento, bem como aprimorar as práticas de governação e gestão, maturação dos seus produtos e serviços, de forma a habilitá-las a emitir instrumentos financeiros no mercado de capitais.

De acordo com a subdirectora do Gabinete de Desenvolvimento da CMC Juceline Paquete, o programa obedece sete fases, que começam com o período das candidaturas, avaliação e selecção das empresas, processo de mentoria, realização do roadshow aos potenciais investidores, captação de financiamento, investimento e governance e a admissão no segmento alternativo da Bolsa.

“Há necessidade de capacitar as empresas para garantir acções de formação, de modo a assegurar uma melhor actuação no processo de entrada no mercado de capitais”, sublinhou, sustentando que o programa conta com a intervenção de parceiros que vão dar respostas às potenciais necessidades de mentoria, assessoria financeira e serviços de financiamento e/ou investimentos.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração de INAPEM, João Nkosi, disse no acto de lançamento do programa vai permitir o financiamento deste segmento de empresas via CMC e potenciá-las para desempenharem um papel importante no fornecimento de bens e serviços.

Reiterou, entretanto, que o País esta numa fase de viragem e amadurecimento das estruturas económica e iniciativas como o programa Emergentes deve ser abraçado por todos para permitir que facilmente as PMEs e as Startpus tenham acesso ao mercado interno.

“As startups e pequenas empresas obterão mais robustez, estando melhor preparada para a adversidades do mercado que cada vez mais esta competitivo”.

Segundo a presidente do conselho da administração da CMC, Maria Uini Baptista, o desenvolvimento das médias pequenas empresas é prejudicado por uma serie de factores financiamento inadequado, falta de habilidade e gestão, falta de equipamento e tecnologia, falta de acesso ao mercado de capitais e ao financiamento bancário.

Este programa vai responder a necessidade de diversificação da fonte de financiamento, os diferentes estágios e desenvolvimento sobretudo num contexto em que as empresas apresentam muita dificuldade de captar recurso para financiamento das suas actividades.

Esta iniciativa, segundo a nota, enquadra-se nas acções de promoção do mercado de capitais, permitindo que a economia angolana tenha mais e diversificadas opções de financiamento (crowdfunding e capital de risco), potenciando o crescimento sustentável.