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CMC divulga Relatório Macroeconómico de Setembro

No mercado secundário de dívida pública sob gestão da BODIVA, registou-se um aumento ligeiro na ordem dos 0,55% no volume de transacções relativamente ao mês anterior, totalizando no final de Setembro 88,26 mil milhõesKz.

13 Out 2020 / 10:27 H.

A Comissão do Mercado de Capitais faz saber que durante o mês de Setembro a moeda nacional depreciou-se face ao dólar norte americano, em cerca de 3,7%, é uma das conclusões que constam do Relatório Macroeconómico e Mercados Financeiros, recentemente publicado pelo Gabinete de Estudos e Estratégia da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

Segundo o regulador do Mercado de Capitais, a taxa de câmbio média, de referência nas operações do mercado, fixou-se em 630,636 USD, no final do mesmo mês, tendo o volume de colocação de divisas se situado em 75 milhões USD.

De acordo como mesmo estudo, no mercado secundário de dívida pública sob gestão da BODIVA, registou-se um aumento ligeiro na ordem dos 0,55% no volume de transacções relativamente ao mês anterior, totalizando no final de Setembro 88,26 mil milhõesKz. Este comportamento foi influenciado pelo aumento na procura de títulos indexados àTaxa de Câmbio (OT-TX) em 23% face ao mês passado.

O documento atesta igualmente que no mercado nacional, a LUIBOR com maturidade de 6M fixou-se em 15,35% no fim de Setembro, registando uma variação negativa de 1,12 p.p.

O período em análise ficou também marcado, de acordo com a publicação, pelo crescimento das yields das Eurobonds angolanas. A Palanca I com maturidade de 10 anos (emitida em 2015), a Palanca II com maturidade a 10 anos (emitida em 2018), e a Palanca III com maturidade de 30 anos (emitida em 2018), apresentaram um crescimento de 1,56, 1,36 e 0,67, sendo que as mesmas foram negociadas a 12,792%, 12,302% e 12,013%, respectivamente. O comportamento das yields das Eurobonds foi influenciado pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.

Por outro lado, as commodities analisadas registaram desempenhos negativos com excepção do Trigo, ao passo que o Brent, principal referência das exportações angolanas fixou-se em 40,95 USD no final do mês em análise, registando uma variação acumulada negativa de 9,56% face ao mês de Agosto. Este comportamento foi influenciado pelo aumento de casos de COVID-19 nos EUA e em alguns países da Europa, facto que poderá culminar com a introdução de novas restrições, bem como pela expectativa de aumento ao nível da oferta de petróleo no mercado, sinalizado pelo crescimento da produção da Líbia.

Quanto aos metais preciosos, o relatório refere que o Ouro registou uma variação mensal acumulada negativa de 4,17%, fixando-se em 1885,82 USD/onça. Tal comportamento foi igualmente influenciado pela apreciação do dólar norte americano.