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Bruxelas lança apoios para evitar recurso ao lay-off

Está em causa uma proposta do executivo comunitário, que será apresentada esta semana aos países europeus, assente no “trabalho de curta duração apoiado pelo Estado”, com verbas de Bruxelas.

02 Abr 2020 / 16:28 H.

A Comissão Europeia propôs um esquema de apoios temporários ao emprego para garantir a preservação dos postos de trabalho nos países europeus afectados pela COVID-19, como Itália e Espanha, que funcionariam como alternativa ao lay-off.

Está em causa uma proposta do executivo comunitário, que será apresentada esta semana aos países europeus, assente no “trabalho de curta duração apoiado pelo Estado”, com verbas de Bruxelas, adianta a líder da Comissão Europeia, precisando que “o objectivo é ajudar Itália, Espanha e todos os outros países que estão a ser duramente atingidos” pela pandemia.

Nesta iniciativa, que Bruxelas designou como Sure (’Certo’, em tradução livre), pretende-se, recordar as “lições aprendidas durante a crise financeira de 2008”, quando alguns Estados-membros adoptaram instrumentos semelhantes que “ajudaram milhões de pessoas a manter os seus empregos e as empresas a passar pela crise financeira com os seus funcionários”.

A ideia é simples: se não houver procura e as empresas ficarem sem trabalho devido ao choque externo temporário provocado pela COVID-19, não devem suspender os contratos através do lay-off dos seus funcionários. Devem continuar a empregá-los, mesmo com menos trabalho e, durante esse tempo, os trabalhadores podem, por exemplo, obter novas competências e ensinamentos que beneficiarão a empresa e a si mesmos”, explicou Ursula von der Leyen, numa mensagem de vÍdeo publicada.

“Graças ao Sure, mais pessoas manterão seu emprego durante a crise da COVID-19 e voltarão ao ritmo de trabalho normal assim que este bloqueio terminar, quando a procura voltar a aumentar e os pedidos também”, argumentou.

Considerando que a medida ajudará a uma “rápida recuperação económica”, a responsável defendeu ainda que, desta forma, também “se evita um ‘buraco’ na carteira destes funcionários durante a crise, podendo continuar a pagar as suas rendas e a comprar os mantimentos necessários”.

Com este novo instrumento, Bruxelas quer “ajudar as fortes e saudáveis empresas que têm estado a lutar pela sobrevivência durante a actual crise”, nomeadamente em capitais económicas como Milão ou Madrid, que “compõem a espinha dorsal da economia da Europa”, adiantou a responsável.