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Boeing marcou a semana em Wall Street

Queda das acções da gigante norte-americano teve impacto não apenas no Dow Jones, como também em vários ‘stakeholders’ da indústria da aviação.

EUA /
15 Mar 2019 / 10:01 H.

A Boeing e a fatalidade com a variante do modelo 737 destacaram-se na evolução dos mercados dos EUA. Esta companhia tem um peso de 10% no índice Dow Jones Industrial Average, pelo que impactou de forma relevante não só aquele índice, como um conjunto de stakeholders da indústria de aviação.

Os programas de recompra de acções próprias estão a recuperar para os níveis de 2018 e nas operações de fusões e aquisições a NVidia surpreendeu com a aquisição da Mellanox pelo montante de 6.9 mil milhões de dólares (mas que gera free-cash-flow anual de quase 200-300 milhões de dólares). Tal vai permitir consolidar a sua posição no mercado de armazenamento, bem como o cada vez mais relevante segmento da cloud. Esta operação também ajudou a uma maior recuperação do índice Nasdaq100 e a criar expectativas de uma evolução para os máximos de pelo menos seis meses. Este pode ser um dos melhores trimestres da história, após termos saído de um dos piores trimestres de sempre – o último de 2018.

A perspectiva de um novo envelope financeiro do BCE e alguns dados macroeconómicos da zona euro, que começaram a evidenciar sinais de recuperação, parece proporcionar um estímulo adicional para assumir risco nas acções. A convicção dos investidores (patente no índice de volatilidade VIX que acumula uma desvalorização de -47.29%) é que os máximos registados pelos índices S&P500 e Nasdaq100 podem ser revisitados neste semestre, por exemplo, quando os cidadãos daquele país receberem as devoluções de IRS, na primeira quinzena de abril.

O sector bancário europeu (com mais dificuldade em gerar resultados perante o anúncio do BCE) e o de automóveis e componentes continuam em visível dificuldade e a lutar para conseguir gerar valor, o que poderá passar por reequacionar as ofertas de serviços tradicionais e o respectivo comissionamento.

O dissecado e novelesco processo do Brexit mantém-se adiado, sem a dimensão política para conseguir uma solução antes da data-limite de 29 de março.

A EDP não surpreendeu pelos resultados apresentados, destacando-se a diminuição da contribuição do mercado doméstico. Mas a geração de energia através das barragens e dos aerogeradores constitui uma nota muito positiva, com a empresa a anunciar a alienação de alguns activos. A Altri anunciou uma duplicação dos lucros quando o resultado operacional incrementou mais de 53%, com um aumento da produção para máximos históricos e mais eficiência de custos. A Cofina reportou um aumento dos resultados de 31%, também com saudáveis resultados operacionais e a F.Ramada uma melhoria da sua situação económico-financeira.

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