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BAD e Minfin cooperam para reverter défice de quadros nacionais no banco

O BAD conta com 2091 funcionários de 72 países, dos quais 11 quadros angolanos, um défice que a instituição continental pretende reverter.

Luanda /
25 Nov 2021 / 11:58 H.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Ministério das Finanças realizaram esta quarta-feira uma feira de emprego virtual para estimular a contratação de quadros angolanos.

De acordo com a consultora para o sector privado da missão do banco em Angola, Elsa Nabenge, a feira contou com a participação de cerca de 360 quadros angolanos interessados em dissipar dúvidas inerentes aos critérios de ingresso.

Na ocasião, os participantes foram informados sobre as preocupações levantadas pela Administração do BAD face à reduzida adesão de técnicos nacionais aos processos de selecção de quadros e sobre a adopção do critério de equilíbrio regional no quadro de pessoal, uma estratégia com potencial de fortalecer programas de combate às assimetrias.

Elsa Nabenge considerou "positivo” o encontro, onde quadros nacionais interagiram com funcionários da instituição dotados de vasta experiência, com o número de participantes a prenunciar o despertar do interesse do mercado em postos nos organismos continentais.

Já a secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva, que discursou na abertura da feira virtual, exortou aos candidatos a aprimorarem as capacidades, para que a sua presença no BAD seja traduzida em benefícios para o País.

Sublinhou que a feira não é um mecanismo de ingresso de quadros, mas visa dissipar dúvidas e incentivar candidaturas às vagas da organização que prima pela igualdade de circunstância nos seus critérios de acesso, o que passa pela formação académica e domínio das línguas de trabalho (Inglês e Francês), entre as valências profissionais.

"O ingresso no BAD é feito através de um processo competitivo, mas acessível. Concluímos que há necessidade de disseminar toda informação em volta disso. Neste contexto, serviu para que angolanos com o perfil necessário fossem incentivados e temos a esperança de que, em breve, Angola deixará de fazer parte dos países menos representados”, disse Elsa Nabenge.

O BAD conta com 2091 funcionários de 72 países, dos quais 11 quadros angolanos, um défice que a instituição continental pretende reverter.