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ÁUREA já pode operar no mercado de capitais

A ÁUREA é resultado da alteração da Lei nº 14/21 de 19 de Maio, que aprova o Regime Geral da Instituições Financeiras e impõe a transferência dos serviços e actividades de investimento, prestados pelos bancos no mercado de capitais, às sociedades distribuidoras ou corretoras de valores mobiliários

Luanda /
12 Dez 2022 / 09:07 H.

O mercado de valores mobiliários angolano assistiu, esta quinta-feira, 8 de Dezembro, a apresentação da primeira sociedade distribuidora de valores mobiliários, denominada Áurea SDVM, S.A”, criada com um capital social de 610 milhões Kz e é detida, maioritariamente, pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI).

A apresentação desta sociedade ocorre numa fase de transição para o novo modelo de funcionamento do mercado de valores mobiliários.

A ÁUREA é resultado da alteração da Lei nº 14/21 de 19 de Maio, que aprova o Regime Geral da Instituições Financeiras e impõe a transferência dos serviços e actividades de investimento, prestados pelos bancos no mercado de capitais, às sociedades distribuidoras ou corretoras de valores mobiliários.

A presidente do Conselho de Administração, Ana Victor, realçou que a Áurea é a primeira sociedade distribuidora de valores mobiliários em Angola.

Para Ana Victor, apesar do mercado de capitais doméstico ser pouco profundo e com reduzido número de operadores, ainda assim a Áurea identificou um conjunto de oportunidades que permitiram a criação desta.

Entre as oportunidades, destacam-se o crescente interesse dos investidores nacionais e internacionais em investir no mercado nacional, uma política cambial focada na atracção de investidores não residentes e a captação de capitais estrangeiros.

Consta, igualmente, a criação de espaços para o surgimento de ofertas mais diversificadas e inovadoras, soluções de investimentos e poupanças no mercado, bem como o reconhecimento do mercado de capitais na estratégia de desenvolvimento do sector financeiro do país.

A administradora da CMC, Ludmila Dange, considerou o surgimento da Áurea um passo para se atingir um mercado de capitais mais especializado e promover um maior volume de negócios ao nível do sector.

O Conselho de Administração da CMC, empossado recentemente, tudo fará para que esta transição seja a mais eficiente possível, permitindo a sustentabilidade do sistema financeiro como um todo e o contínuo crescimento do Mercado de Valores Mobiliários.

Até 2023, disse, o País passará a contar com mais 10 entidades de matriz de mercado de capitais, sendo quatro sociedades distribuidoras e seis correctoras de valores mobiliários.

De acordo com a responsável, a CMC tem 115 entidades registadas, entre as quais, organismos de investimentos colectivos, peritos avaliadores de imóveis, agentes de intermediação e agora a Áurea.

Em declarações, o presidente do Comissão Executiva da Áurea, Kelson Cardoso, disse que a sociedade se propõe em contribuir em três eixos, o aumento do volume de transacção no mercado e o incremento da literacia financeira; o aumento da oferta dos produtos e um acesso mais facilitado ao mercado por via das tecnologias.

De acordo com o PCE, consta ainda dos objectivos da Áurea criar produto no campo da originalização, promover produtos e alternativas para os investidores no mercado, bem como apresentar alternativas para as entidades que precisam de financiamento.