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As cinco maiores petrolíferas acumularam 45 milhões de euros em perdas

O montante do prejuízo refere-se apenas ao 2º trimestre de 2020. Os resultados catastróficos foram anunciados pelas cinco maiores petrolíferas: a britânica BP, as americanas Chevron e Exxon Mobil, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total

Luanda /
12 Ago 2020 / 19:18 H.

A queda livre no mercado do petróleo deveu-se em grande parte à pandemia da COVID-19. O artigo de primeira página do jornal francês Le Monde, desta quarta-feira (12/08), enuncia as “perdas catastróficas” das cinco maiores petrolíferas internacionais: 45 milhões de euros apenas no 2ºtrimestre de 2020.

Resultados que foram anunciados pelas gigantes do sector no final de Julho, a britânica BP, as americanas Chevron e Exxon Mobil, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total.

As medidas de confinamento reduziram drasticamente as deslocações e a actividade económica e, logo, o consumo de combustíveis. A isto junta-se, desde Março, uma guerra de preços entre duas grandes potências petrolíferas, a Rússia e a Arábia Saudita, que decidiram, de súbito, aumentar a sua produção.

Neste contexto, e segundo o Le Monde, todas as companhias anunciaram cortes nos seus investimentos, em planos de licenciamentos (menos 10.000 licenças para a BP) e na venda de determinados activos.

Prevê-se que ainda durante 2020 as aprovações de novos projectos petrolíferos e de gás sofram uma queda de 75% em relação a 2019, segundo o gabinete Rystad citado pelo jornal francês.

OPEP prevê a maior queda anual

Entretanto, e neste contexto de crise, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) previu hoje (12/08) que a queda anual do consumo de petróleo pode ser maior, avançando agora uma previsão de 9,09%, face aos 8,03% que antecipara há um mês.

Esta revisão é atribuída a uma paragem das actividades económicas em alguns países, durante o segundo trimestre, maior do que o estimado inicialmente devido à pandemia de COVID-19, indica a OPEP no seu relatório mensal.

Assim, a previsão da procura mundial deve ser em média de 90,6 milhões de barris diários ao longo de 2020, depois de se ter aproximado de 100 milhões de barris por dia em 2019. A queda de 9,1 milhões de barris tem um aumento de 100 mil em relação ao calculado no anterior relatório.

Contudo, a OPEP prevê uma constante melhoria. Depois de uma diminuição para 81,84 milhões de barris por dia no trimestre passado, o consumo de petróleo sobe para 92,10 milhões no trimestre actual e prevê-se que avance para 95,83 milhões nos últimos três meses do ano.

Para 2021, a OPEP espera que, com base numa melhoria da situação epidemiológica, haja um aumento de sete milhões de barris diários, para uma média de 97,63 milhões de barris.