Argentina congela preços e tarifas diante de alta da inflação

O presidente argentino, Mauricio Macri, decidiu estabilizar os preços de cerca de 60 produtos básicos e deter aumentos nas tarifas dos serviços públicos, em uma tentativa de frear a alta inflação, que abalou sua popularidade a poucos meses das eleições, em 27 de utubro.

18 Abr 2019 / 10:05 H.

Segundo AFP, as medidas, heterodoxas dentro do plano acordado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para obter um empréstimo de US$ 56 bilhões, complementam uma decisão do Banco Central de manter a taxa de câmbio dentro de uma faixa fixa até o fim do ano - entre 39,75 e 51,45 pesos por dólar.

Nesta quarta, a taxa de câmbio era de 42,40 pesos por dólar, após ter beirado os 45 há poucos dias.

“Todos precisamos de um alívio. Assim, espero que (as medidas) ajudem a percorrer os próximos meses até que as coisas de fundo comecem a funcionar”, disse Macri, em mensagem gravada.

Em colectiva de imprensa, o ministro da Economia, Nicolás Dujovne, afirmou que as medidas “trazem alívio em um momento difícil para as famílias”, avaliadas por uma inflação que em março foi de 4,7% e acumula 54,7% em 12 meses.

Contudo, acrescentou, “estamos convencidos de que vamos ganhar a batalha contra a inflação seguindo adiante reformas estruturais que estamos implementando desde dezembro de 2015” - quando Macri assumiu a Presidência.

Macri, que governa com a coalizão de centro-direita Cambiemos, eliminou diversos controles e subsídios, após anos de política proteccionista da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).