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África deve criar um milhão de empregos por mês - BM

Com a previsão de a sua população jovem atingir 1,3 mil milhões de habitantes até 2030, África deve criar um mínimo de um milhão de empregos cada mês, para responder às suas necessidades crescentes de trabalho.

China /
12 Set 2019 / 09:59 H.

De acordo com estatísticas do Banco Mundial (BM), o continente africano funciona, actualmente, a apenas 40 por cento do seu potencial humano, apesar dos recentes progressos nos indicadores de saúde e educação.

A África Subsariana, em particular, onde a maior parte das economias conheceram um crescimento sustentado, nas últimas duas décadas e uma expansão amplamente impulsionada pelo boom das matérias-primas, “está atrasada na maioria dos indicadores de capital humano”.

Estas constatações constam dos dados avançados pelo Banco Mundial, para o debate consagrado à questão do capital humano em África, no âmbito dos trabalhos da quinta edição do Fórum “Investir em África” (FIA5), iniciados segunda-feira, na capital congolesa, Brazzaville.

De acordo com os proponentes do debate, inserido no painel sobre o “Futuro do Trabalho numa África Integrada e Digitalizada”, o continente africano enfrenta, ao mesmo tempo, “uma lacuna de habilidades que está a prejudicar a competitividade dos países na economia global”.

Na sessão desta quarta-feira, os debates centraram-se nas áreas tidas como aquelas em que se deve investir mais, em África, “não apenas para preencher a lacuna nos serviços básicos, mas também para ajudar as pessoas a tornarem-se inovadoras, empreendedores, líderes e cidadãos independentes, independentemente do seu nível de renda”.

Foram também exploradas as oportunidades de intercâmbio de conhecimentos e colaboração entre os países africanos, a China e o resto do mundo em importantes reformas institucionais, regulatórias e tecnológicas.