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Transição energética é “demasiado lenta”, avisa Agência Internacional

Está a surgir uma “nova economia” no mercado da energia, a agência lamentou que o progresso seja contrariado pela “resistência do ‘status quo’ e dos combustíveis fósseis”, com o petróleo, gás e carvão a representarem ainda 80% do consumo final de energia e a serem responsáveis por três quartos das alterações climáticas.

Luanda /
13 Out 2021 / 14:55 H.

A Agência Internacional da Energia (AIE) considerou hoje que o mundo vai sofrer com o aquecimento global, mas também com “turbulências” no abastecimento energético, se não investir mais rapidamente em energias limpas.

De acordo com a Lusa, o relatório anual, publicado duas semanas antes da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26), em Novembro, em Glasgow, na Escócia, a agência emitiu “avisos sérios sobre a direcção que o mundo está a tomar”.

Apontando que está a surgir uma “nova economia” no mercado da energia, a agência lamentou que o progresso seja contrariado pela “resistência do ‘status quo’ e dos combustíveis fósseis”, com o petróleo, gás e carvão a representarem ainda 80% do consumo final de energia e a serem responsáveis por três quartos das alterações climáticas.

Actualmente, os compromissos climáticos dos governos, se cumpridos, só permitirão atingir 20% das reduções de emissões de gases com efeito de estufa, necessárias para manter o aquecimento global sob controlo até 2030.

“Os investimentos em projectos de energia descarbonizada terão de triplicar nos próximos 10 anos para se conseguir a neutralidade de carbono até 2050”, apontou o director da AIE, Fatih Birol.