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Sílvio Nascimento critica nova série sobre a rainha Njinga criada pela Netflix

O tema tem gerado polémica entre os internautas nas redes sociais, havendo quem defenda a posição do actor, incluindo figuras públicas como a empresária Isabel dos Santos e a actriz e modelo Lesliana Pereira, mas também quem o critique como o jornalista, Raimundo Salvador.

Luanda /
13 Set 2021 / 18:43 H.

O actor angolano Sílvio Nascimento mostrou o seu descontentamento através de uma publicação através da plataforma Change.Org e da sua página oficial do instagran onde criticou a Netflix por um documentário sobre a rainha Ginga, sem beneficiar Angola.

Segundo o actor, a Netflix afirmou que não tem interesse nos conteúdos africanos PALOP, “mostramos o filme e a série Njinga Rainha produzida pela Semba Comunicação em 2013 em nome de Angola e disseram que não interessava, agora estão a fazer um documentário que consta a história da Rainha Njinga Mbande, sem que Angola tenha algum benefício disso” disse.

Sílvio considera o facto de não ser filmado em Angola, nem constar a equipa técnica e actores angolanos repugnante, roça a usurpação cultural para benefício próprio. “Contam a nossa história sob o seu ponto de vista e muitas vezes distorcem os factos reais usando a sua narrativa sobre nós”, frisou.

“Não podemos continuar a tolerar isso, exigimos respostas e reparação do erro, se vão contar a nossa história, que sejamos parte integrante do processo e respeitados à todos os níveis, chega de usarem a nossa identidade cultural para elevação de terceiros enquanto nós parecemos sem produção de conteúdos por falta de aceitação internacional”.

Na petição lançada pelo actor onde criticou a Netflix pelo documentário sobre a rainha Ginga, sem beneficiar Angola e “roçando a usurpação cultural”, já ultrapassou 12 mil assinaturas.

O tema tem gerado polémica entre os internautas nas redes sociais, havendo quem defenda a posição do actor, incluindo figuras públicas como a empresária Isabel dos Santos e a actriz e modelo Lesliana Pereira, mas também quem o critique como o jornalista e coordenador do programa radiofónico “Conversa à Sombra da Mulemba”, Raimundo Salvador.