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Rússia lançou ciberataques contra 42 países aliados de Kiev, avança Microsoft

A gigante de ‘software’ sediada em Washington não divulgou a lista completa dos 42 países afectados, mas indicou alguns, como os EUA, Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Turquia, além dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros de outros países membros da NATO.

Luanda /
23 Jun 2022 / 11:07 H.

Moscovo lançou ciberataques contra 42 países que apoiam os ucranianos, como os Estados Unidos, a Polónia ou os países bálticos, desde o início da invasão russa da Ucrânia, destacou esta quarta-feira uma investigação da gigante tecnológica Microsoft.

Segundo o site de notícias Executive Digest, o presidente da empresa norte-americana, Brad Smith, explicou numa publicação no blogue oficial da Microsoft que as agências de inteligência russas aumentaram a penetração em redes e as actividades de espionagem contra países aliados da Ucrânia, desde o início do conflito, em 24 de Fevereiro.

“Na Microsoft, detectamos tentativas de invasão de rede por parte da Rússia a 128 organizações em 42 países fora da Ucrânia”, destacou Smith.

A gigante de ‘software’ sediada em Washington não divulgou a lista completa dos 42 países afectados, mas indicou alguns, como os EUA, Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Turquia, além dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros de outros países membros da NATO.

Os Estados Unidos são o país mais afectado pelas tentativas de ciberataques, e 63% do total foram direccionados contra membros da Aliança Atlântica.

A maioria das organizações visadas pelos ‘piratas informáticos’ russos são de propriedade do governo, mas também incluem ‘think tanks’, organizações de ajuda, empresas de serviços de tecnologias de informação, empresas de energia e outros fornecedores importantes de infra-estrutura, destaca a Microsoft.

De todas as tentativas de ciberataques russos identificadas pela Microsoft desde o início da guerra, 29% foram bem-sucedidas, e em alguns casos os ‘hackers’ obtiveram informações confidenciais das organizações visadas.