Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

Rede Ferroviária Nacional. Uma mudança no Sistema de Transportes

A convite da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transporte (ADERSIT), nas vésperas da celebração do 44º aniversário da Independência Nacional, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d´Abreu esboçou num artigo de opinião as linhas gerais do futuro desenvolvimento das Infraestruturas de Transportes no sector nacional.

Angola /
03 Dez 2019 / 07:00 H.

Intitulado, “AGARRAR O FUTURO: Assegurar a MOBILIDADE das pessoas e das mercadorias”, Ricardo Viegas d´Abreu convidou “as empresas portuguesas a participar no importante programa PROPRIV (destinado à privatização de empresas públicas angolanas)”. Uma vez que, “sector privado é chamado a assumir um relevante papel no desenvolvimento Económico e Social”.

Ao longo do artigo, evidencia a importância da mobilidade das pessoas e mercadorias, pois “ é um dos factores mais importantes na qualidade de vida dos cidadãos, ao proporcionar à generalidade das populações condições de acesso ao trabalho, à educação, ao lazer, através de Sistemas de Transportes que assegurem essa mobilidade de forma racional e com adequada articulação em termos funcionais, económicos e financeiros”. Questão abordada pelo ministério que dirige, durante o Conselho Consultivo realizado em Novembro.

Enumerou também os principais subsectores ( infraestruturas rodoviárias, ferrovia, portos e transportes marítimos, aviação, transporte rodoviário de passageiros, plataformas logísticas) que constituem conjunto de projectos pertencentes ao PDNST – Programa Director Nacional para o Sector dos Transportes, que serão executados nos próximos 20 anos.

Contudo, especifica ser um dos principais objectivos do ministério: a criação da Rede Ferroviária Nacional. “Significará uma substancial e significativa alteração de paradigma no nosso Sistema de Transportes”, afirma o ministro dos Transportes.

No artigo, apesar do tom optimista, Ricardo Viegas d´ Abreu acautela alguns pontos a ter em atenção, precisamente, três: “A expansão da actual rede ferroviária, deverá adoptar critérios técnicos próprios das linhas moderna”, revela.

Mais além, aponta: “ o estudo da futura expansão da Rede para a implementação de linhas com boas características geométricas, exige a fixação de directrizes que tenham em conta a orografia angolana, nomeadamente a escarpa existente entre a zona litoral e o planalto”. E por fim, a anteceder os trabalhos de expansão, esclarece que “deverá ser estabelecido um detalhado programa de correcção das curvas com raios inferiores a 150 metros e rampas de inclinação iguais ou superiores a 20 metros em 1.000 metros de extensão” mobilizando assim “especial atenção nos troços ferroviários Zenza/Cacuso (CFL) e no Lubango/Bibala (CFM)”.