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Petróleo de Angola valoriza em 14%

O petróleo Brent que serve de referência para as ramas de Angola está a ser comercializado em 33,79 USD o barril às 16:35 minutos horas de Angola, sendo o melhor registo na ordem de 14% em relação o dia anterior.

EUA /
03 Abr 2020 / 17:12 H.

Por: Hernany Pena Luís

Analista de Economia Internacional do jornal Mercado

Há abertura de diálogo entre os três maiores produtores de petróleo do mundo, pode efectivamente ser um óptimo pressagio para que se atinja a estabilidade desejada pelos Petro-Dependentes tais como Angola, Venezuela, Nigéria e Argélia etc.

Quanto a Angola, os desafios são profundos e urgentes do ponto de vista micro e macroeconómicos.

No seguimento microeconómico os apoios requeridos nos diversos programas elaborados pelo governo para apoiar os homens de negócio tais como PAPE e o PRODESI, precisam de grandes almofadas financeiras para sua execução física.

O âmbito macroeconómico poderá proporcionar e restaurar a estabilidade nas contas externas e permitir o governo a prossecução da sua principal agenda do OGE 2020, que é a liquidação da divida pública em cerca de 17 mil milhões USD, e conter a possível desvalorização descontrolada do Kwanza em relação as principais moedas de importação.

Arábia Saudita

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu na entrevista a cadeia televisiva CNBC que o seu homologo russo Vladimir Putin e o príncipe saudita Mohammed Bin Salman, poderão anúciar um acordo sobre um corte na produção de petróleo entre 10 à 15 milhões de barris, entretanto, não mencionou períodos.

Nesta quarta-feira, a Arábia Saudita aumentou a produção para um recorde de mais de 12 milhões de barris por dia, pondo termo ao acordo (OPE+) que expirou em Marco.

A Arábia Saudita pede uma reunião urgente para o grupo (OPEP+) e outros países produtores, com o fito de chegar a um acordo justo, de modo a restaurar o equilíbrio desejado pelo mercado de petróleo, informou a Agência de Imprensa Saudita.

EUA

Os produtores norte-americanos estão entre os mais afectados, uma vez que as empresas têm lutado para equilibrar os preços mais baixos do petróleo de xisto.

Nesta quarta-feira, a Whiting Petroleum se tornou o primeiro grande produtor de xisto dos EUA a declarar falência.

Hoje, os executivos de pelo menos sete gigantes de energia dos EUA, incluindo Exxon Mobil e a Chevron, se reunirão com o presidente Donald Trump na Casa Branca para discutir a política de energia.