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Economia deve crescer em 2022, mas depende do combate à COVID-19

A economia crescerá mais rápido quanto mais cedo o País conseguir sair da situação da COVID-19

Luanda /
22 Out 2021 / 17:22 H.

O Presidente da República, João Lourenço, disse hoje em Luanda que a economia angolana deve crescer no próximo ano, mas esse crescimento depende do combate à pandemia da COVID-19, lembrando que o País ainda está longe das metas de vacinação desejáveis.

“Em 2017, a nossa economia já não estava bem, o nível de endividamento era bastante grande e, como se não bastasse, logo a seguir veio esta pandemia que a todos afectou. Mas devo dizer que, não obstante à pandemia, Angola está a sair bem”, afirmou João Lourenço, num debate virtual com Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito do Fórum Euro-África.

“Fizemos um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que vai terminar agora, em Dezembro do corrente ano. Estamos satisfeitos com os resultados deste mesmo acordo e pensamos que o FMI, de igual forma, está satisfeito. E a tendência, em princípio, é para a nossa economia começar a crescer a partir do próximo ano”, adiantou João Lourenço.

Porém, salvaguardou: “crescerá mais rápido quanto mais cedo nós conseguirmos sairmos desta situação da COVID-19”.

A propósito do combate à pandemia, o chefe de Estado angolano salientou que o País já passou por várias fases “nas quais se saiu bem”, mas está “agora naquela etapa em que a vitória será alcançada” se conseguir “vacinar o maior número possível de cidadãos”, sublinhou.

“Temos vacinado cerca de um terço da população do País elegível para apanhar a vacina”, referiu, acrescentando que a população abrangida “é de 20 milhões de habitantes, dos quais exactamente 5.544.226 cidadãos estão vacinados com pelo menos uma dose, sendo que desses, 1.330.301 já têm as duas doses”.

“Portanto, estamos muito longe de atingir o nível de satisfação”, reconheceu João Lourenço.