Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

China passa de motor de crescimento para factor de desaceleração na Ásia

Num relatório, o Banco Mundial reviu em baixa a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto da China de “entre 4% e 5%” para 2,8%.

Angola /
27 Set 2022 / 15:08 H.

A economia chinesa deverá crescer este ano 2,8%, abaixo da média de 5,3% dos países da Ásia - Pacífico, estimou esta terça-feira o Banco Mundial, à medida que a política “zero COVID” trava décadas de trepidante crescimento da China.

Num relatório, o Banco Mundial (BM) reviu em baixa a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China de “entre 4% e 5%” para 2,8%.

Devido à desaceleração da economia da China, a entidade reduziu também as previsões de crescimento para a região da Ásia - Pacífico, para 3,2%. Porém, excluindo a China (o relatório inclui Leste Asiático, Sudeste Asiático e as ilhas do Pacífico), a região deve crescer 5,3%.

Os principais indicadores económicos da China apontavam para um bom ano. Em Março passado, as autoridades estabeleceram uma meta de crescimento de 5,5% para 2022, acima das expectativas de muitos analistas.

Mas, no segundo trimestre, o isolamento de Xangai, a “capital” financeira do país, e de importantes cidades industriais como Changchun e Cantão, no âmbito da política de ‘zero casos’ de covid-19, tiveram forte impacto nos sectores serviços, manufactureiro e logístico.

O exemplo mais destacado é a evolução do PIB chinês, que passou de um crescimento homólogo de 4,8%, no primeiro trimestre, para apenas 0,4%, no segundo. A comparação trimestral revelou uma contracção de 2,6%.

Outros indicadores de grande importância para a economia chinesa também foram afectados, como o que mede a produção industrial (-2,9%), ou actividade da indústria manufactureira, que sofreu contracções em cinco dos últimos seis meses.

Outro factor citado pelo relatório do Banco Mundial é a “fraqueza” do sector imobiliário, cada vez mais asfixiado desde 2020 devido às limitações impostas por Pequim a muitas construtoras no acesso ao crédito.