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Angola deve aumentar produção petrolífera pela primeira vez desde 2015

Fáusio Mussá destacou as reformas que têm vindo a ser adoptadas em Angola para estabilizar a economia como um aspecto positivo para alcançar a estabilidade da moeda, reduzir a inflação e equilibrar as contas públicas e disse que, pela primeira vez, desde 2015, a produção petrolífera deve aumentar 2,7%, reflectindo a mobilização de investimentos no sector que permitiu estabilizar a produção, que decresceu nos últimos sete anos.

Luanda /
23 Jun 2022 / 10:42 H.

Angola deve aumentar este ano a produção de petróleo em 2,7%, pela primeira vez desde 2015, para 1,155 milhões de barris por dia, estimou hoje o economista-chefe do Standard Bank, prevendo igualmente uma descida da inflação para 16,1%.

Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank para Angola e Moçambique, falava esta quarta-feira em Luanda durante o Briefing Económico em que foi apresentada uma visão geral sobre a conjuntura macro-económica e perspectivas para 2022, em que apontou evoluções positivas e potenciais riscos.

O economista destacou as reformas que têm vindo a ser adoptadas em Angola para estabilizar a economia como um aspecto positivo para alcançar a estabilidade da moeda, reduzir a inflação e equilibrar as contas públicas e disse que, pela primeira vez, desde 2015, a produção petrolífera deve aumentar 2,7%, reflectindo a mobilização de investimentos no sector que permitiu estabilizar a produção, que decresceu nos últimos sete anos.

Alertou, no entanto, para a necessidade de rever os subsídios aos combustíveis depois do ano eleitoral, com medidas mais eficientes e eficazes que beneficiem apenas os grupos mais desfavorecidos e de rendimentos mais baixos.

Quanto à inflação, a previsão de Fáusio Mussá é de descida para um nível em torno dos 16,1% no final de 2022, após um pico de 27,7% em janeiro, e um nível de 24,4% em Maio”.

O economista apontou como principais motivos para a descida da inflação, a valorização do kwanza, que se apreciou 28,2% face ao dólar norte americano, desde o início do ano, e 49,2% nos últimos 12 meses.

A redução de impostos sobre os produtos de primeira necessidade e a implementação de uma reserva estratégica alimentar foram outros dos factores invocados.

O responsável prevê também que no âmbito dos esforços de consolidação fiscal se consiga evitar um défice fiscal este ano e espera uma forte redução da dívida pública sobre o PIB para níveis baixo de 70%, após um pico recente de 129% em 2020.

Avisou, no entanto, que embora nos atuais níveis, o preço do petróleo seja favorável para a economia angolana, é necessário ponderar a volatilidade e reduzir a dependência do sector petrolífero.