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“O número actual de bancos só se poderá manter se forem à procura de novos clientes e aumentarem a bancarização”

O Presidente da Deloitte Angola fala sobre os desafios da banca angolana e os caminhos para se chegar a sustentabilidade. Não obstante, a necessidade de diversas acções que devem ser levadas a cabo pelos Bancos, devido às tendências e evoluções no sector, e com a possível deterioração da qualidade creditícia de alguns clientes, José Barata diz que será necessário reforçar as perdas por imparidade de crédito

Luanda /
06 Dez 2022 / 10:54 H.

Recentemente a Deloitte Angola apresentou a 16.ª edição do estudo Banca em Análise, com o tema “Rumo à transformação para um futuro mais sustentável”. Porquê este tema?

A Deloitte procura trazer as tendências e as análises que se impõem em cada momento, e a edição deste ano do Banca em Análise não poderia ser diferente, porque é essa a expectativa que o mercado tem do nosso estudo, e não podemos defraudar essas expectativas. Atendendo ao actual contexto, a questão da transformação e da sustentabilidade, prende-se com a necessidade dos Bancos serem actores principais de uma economia que está a dar sinais visíveis de recuperação e, por isso, urge a necessidade dos Bancos reverem a sua forma de actuação, assegurando a sua sustentabilidade económica, com a alteração dos modelos de negócios, para acompanhar as necessidades da envolvente macroeconómica e microeconómica, de modo dar continuidade às medidas do Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM). Este apoio por parte do sector bancário ao sector produtivo, é fundamental para se conceber um ciclo virtuoso para a criação de riqueza e prosperidade para Angola. Por outro lado, o tema da sustentabilidade também engloba os desafios de natureza ambiental, social e de governação que os Bancos devem dar resposta, porque se traduz numa das preocupações principais dos líderes mundiais e Angola não deve ficar à margem desta preocupação.

Com base nas tendências e evoluções no sector bancário que estão a acontecer a um ritmo acelerado, quais são os próximos passos que as instituições bancárias deverão dar em relação a este paradigma?

Tal como referi anteriormente, e antecipando um pouco o que o futuro nos reserva, a orientação dos principais Bancos a operar no mercado deverá assentar numa análise do seu (re)posicionamento e modelo de negócio, que seja potenciadora de maior eficiência e retorno, atendendo às necessidades de natureza tecnológica e de promoção da inclusão e literacia financeira. Importa salientar que o resultado líquido que os Bancos têm vindo a registar nos últimos anos está muito alicerçado na margem complementar, em particular nos resultados cambiais e na margem financeira obtida, essencialmente, através do investimento em títulos de dívida pública, que deixarão de ser a alavanca dos resultados líquidos no futuro.

Desta forma é essencial que sejam definidos novos modelos de negócio, que permitam aos Bancos assegurar um posicionamento diferenciado, tanto ao nível da segmentação de clientes, como de produtos e serviços, trazendo outras fontes de rendimento. Os Bancos devem também reforçar os seus investimentos em tecnologia e na capacitação e retenção do capital humano, por forma a tornar a sua actividade mais eficaz e eficiente.

Isso inclui as novas práticas ESG?

Naturalmente que a implementação das práticas ESG (Ambiental, Social e Governação) fazem parte deste novo paradigma, onde os Bancos desempenham um papel primordial, uma vez que o sector financeiro tem a responsabilidade de contribuir activamente e acelerar a transição para o desenvolvimento económico e responsável, centrado nos 3 pilares da sustentabilidade, alocando fundos a iniciativas que promovam os pilares da sustentabilidade e desenvolvendo uma oferta específica de produtos e serviços que integrem e respeitem esses mesmos princípios.

Pela análise dos Relatórios e Contas de alguns Bancos angolanos, verifica-se que já estão a ser dados os primeiros passos na divulgação de informação em matéria de sustentabilidade, onde se verifica no pilar Ambiental (E) as maiores oportunidades de divulgação, uma vez que a nível da Governação (G) e do Social (S), os Bancos já divulgam um conjunto de informações para cumprir os requisitos de divulgação de alguns normativos emanados pelo BNA.

Em suma, têm vindo a ser dados alguns passos para incluir os riscos ESG na legislação bancária, mas existe ainda um longo percurso a ser efectuado, particularmente na obrigatoriedade dos Bancos apresentarem Relatórios de Sustentabilidade, bem como divulgações associadas ao Risco Climático. Note-se que estes pontos são já prática comum em várias jurisdições, nomeadamente europeias, que têm vindo a liderar as principais discussões e emissão de legislação relacionada com ESG e que podem ajudar Angola no processo em curso de equivalência de supervisão com a União Europeia.

Porquê o interesse da Deloitte na auditoria do sistema financeiro angolano, sobretudo a banca?

A Deloitte tem uma história com mais de 176 anos e a nossa matriz de identidade teve início na prática de Auditoria e Contabilidade e por isso está naturalmente no nosso ADN, sendo que temos vindo a transformar a nossa actividade para apoiarmos os nossos clientes a concretizarem as suas ambições, mas sem nunca descurar as nossas origens e o que nos torna únicos.

Por outro lado, o sistema financeiro em qualquer economia é fundamental, porque faz chegar os recursos financeiros, ou seja, e fazendo uma analogia para demonstrar a sua relevância, actua como o sistema sanguíneo que leva o oxigénio pela corrente sanguínea às células do corpo humano.

Neste contexto é natural o nosso interesse em estarmos presentes neste sector vibrante e que tem vindo a ser um motor da economia em Angola.

Durante a apresentação do estudo, afirmou que possivelmente os bancos serão “obrigados” a reforçar as imparidades nos próximos anos. O que está na base desta afirmação?

Conforme ficou patente no Estudo, o rácio de crédito vencido sobre o total de crédito concedido ascende a 30% em 2021 (face a 28,1% em 2020), que se trata de um rácio muito elevado quando comparado com outras geografias. A título de exemplo a Nigéria, a África do Sul e Portugal, apresentam rácios de crédito vencido em torno dos 5% a 6%, o que reforça o entendimento de que, não obstante os esforços consideráveis até aqui demonstrados, a Banca angolana ainda tem um caminho a percorrer no que concerne à resolução da temática do crédito vencido/malparado.

Neste contexto, os Bancos devem envidar esforços para (i) melhorar a recuperação de crédito, através do robustecimento das suas áreas de recuperação de crédito e (ii) melhorar o acompanhamento das operações de crédito, para antecipar potenciais situações de incumprimento, através do reforço com técnicos qualificados que conheçam os negócios dos clientes e todas as suas especificidades. Não obstante, a necessidade destas acções que devem ser levadas a cabo pelos Bancos à medida que o tempo vai avançando, e com a possível deterioração da qualidade creditícia de alguns clientes, será necessário reforçar as perdas por imparidade de crédito.

Que análise faz dos principais indicadores da banca angolana, mediante o estudo?

A edição deste ano do Estudo evidencia uma actividade resiliente do sector bancário e um crescimento muito sólido de vários indicadores relacionados com os meios electrónicos de pagamento, em particular ao nível da utilização de terminais de pagamentos automáticos (TPA), que registou uma variação positiva próxima de 33% em 2021 e de 7% no número de Cartões Multicaixa Emitidos. No que se refere à utilização das Caixas Automáticas (ATM), esta apresenta igualmente uma variação positiva em 2021, cerca de 6%.No que diz respeito às rúbricas de balanço destacamos: (i) o aumento do crédito líquido a clientes (+4%) impulsionado, em grande parte, por medidas de incentivo à concessão de vários tipos de crédito emanadas pelo BNA; e (ii) a redução dos activos (-5,4%) e dos depósitos de clientes (-7%), influenciado pela valorização do Kwanza face ao Dólar norte-americano e ao Euro.

E a nível da demonstração de resultados?

Ao nível da demonstração dos resultados, salientamos: (i) a reversão das imparidades na carteira de títulos de dívida pública, decorrentes da melhoria da notação de rating de Angola; (ii) o aumento dos custos operacionais (+17%); e (iii) a redução significativa dos resultados cambiais (-90%) resultante, essencialmente, da flexibilização do mercado cambial. Em resumo, estes indicadores traduziram-se num aumento de 4,58 pontos percentuais no Rácio de Solvabilidade face a 2020, equivalente a 24,2%, mantendo-se deste modo acima do valor mínimo regulamentar com uma margem de segurança, o que demonstra a robustez do sector.

Nos últimos meses tem-se assistido a muitas intervenções do Banco Nacional de Angola (BNA), aplicando medidas coercivas, desde multas, suspensões temporárias e até mesmo retirada de licenças de bancos. Como olha para postura do BNA enquanto regulador?

Angola tomou a decisão de entrar num processo de equivalência de supervisão com a União Europeia, cujo processo de candidatura está a ser conduzido pelo Banco Nacional de Angola e se estima que esteja concluído em 2023. Tal como se antecipava, trata-se de um processo bastante exigente, quer para as Instituições Financeiras Bancárias, quer para as áreas de Supervisão e Regulação do Banco Central, fruto da implementação de um quadro regulamentar mais robusto, alinhado com as melhores práticas e em linha com as orientações da Autoridade Bancária Europeia (EBA).

Face ao exposto, em 2021 e 2022 o BNA tem vindo a assumir um papel mais intrusivo na supervisão do sector bancário, com a abertura de processos de contravenção por incumprimento da regulamentação em vigor, que coloca desafios aos Bancos no sentido de robustecer os seus sistemas de controlo interno e as suas soluções tecnológicas. Assim, o enforcement que se tem verificado nos últimos anos atesta o BNA como autoridade macroprudencial nacional e deve ser visto como um factor muito positivo e de confiança para os diversos stakeholders, nomeadamente os depositantes.

E a nível das decisões de política monetária?

A política monetária é decidida no Comité de Política Monetária do BNA que operacionaliza as metas traçadas pelo Executivo, sendo possível verificar, com base nas medidas que têm vindo a ser tomadas, que o Banco Central tem adoptado uma política monetária restritiva para controlar a inflação. Face aos indicadores positivos relacionados com a inflação, foi aprovada, em Setembro de 2022, uma redução de 50 pontos base na taxa básica de juro, fixando-a em 19,5%.

Em virtude destas decisões e da expectativa do mercado, a taxa LUIBOR a 3 meses, que ascendia a 20,9% no fecho de 2021, tem vindo a reduzir-se de forma significativa ao longo do ano de 2022, situando-se actualmente nos 12,68%, o que augura boas perspectivas para a redução das taxas de juro aplicadas pelos Bancos aos empréstimos e, desta forma, poderão surgir mais projectos nos sectores primários e secundários, por forma a cimentar a tão almejada diversificação da economia.

Tendo em conta a estrutura da economia angolana, é normal o número de bancos que operam actualmente no sistema financeiro?

Actualmente operam no mercado 24 Bancos, sendo que 1 Banco está em processo de dissolução voluntária e liquidação, por iniciativa dos accionista, e também foi comunicada em 2022, a decisão de saída do mercado nacional do Grupo Standard Chartered Bank, assim como de outros países do continente africano.

Não obstante a redução paulatina no número de Bancos que se tem vindo a verificar nos últimos anos (em 2018, existiam 29 Bancos no mercado), o número actual só se poderá manter se os Bancos forem à procura de novos clientes e aumentarem a bancarização através da procura de novos nichos de negócios, ou entendemos que não vai ser possível existirem tantos Bancos a fazerem as mesmas operações, para os mesmos clientes, o que pode passar por operações de concentração/fusão no sector.

Ao seu entender, quais são os grandes desafios da banca angolana?

Eu já elenquei alguns dos principais desafios dos Bancos que operam no mercado ao longo das minhas respostas anteriores, mas posso aproveitar para resumir de seguida: (i) definição de novos modelos de negócio, que permitam aos Bancos assegurar um posicionamento diferenciado, que lhes permitam ser mais eficazes na gestão da relação comercial com os seus clientes e elevar a qualidade do serviço prestado; (ii) revisão das bases de dados para melhorar a qualidade dos dados dos Bancos, dispondo assim de informação mais fidedigna e que possa permitir desenvolver produtos e serviços adaptados aos seus clientes (iii) necessidade de investimentos significativos em tecnologia para continuarem o processo de transformação digital e digitalização; (iv) necessidade de investimento contínuo na capacitação e retenção do capital humano; e (v) manutenção do esforço para reforçar as provisões para perdas por imparidade da carteira de crédito.

A Deloitte presta serviços nas áreas de Audit & Assurance, Consultoria, Finanças, Risk Advisory, Consultoria Fiscal e Legal. Entre estas, quais são os serviços mais procurados em Angola?

A Deloitte está presente no mercado nacional há mais de 26 anos e, não obstante de prestarmos serviços em várias áreas, tudo o que fazemos é sustentado naquilo em que acreditamos, nos nossos comportamentos e no nosso sentido de propósito, consubstanciada numa cultura e valores partilhados.

Somos uma empresa multidisciplinar, que tem como objectivo diferenciar-se no mercado através da disponibilização de ofertas integradas de serviços, com o propósito de apoiar os nossos clientes a materializarem os seus objectivos.

Nesta senda, temos desenvolvido no país vários projectos onde são integradas uma parte relevante das áreas da Deloitte, para captar as valências únicas que cada uma dispõem, transformando a experiência de trabalhar com a Deloitte, em algo único. É este foco que alicerça e alimenta o compromisso, assim como a humanidade que colocamos em todas as nossas acções.

Ao nível dos serviços mais procurados actualmente podemos elencar Audit & Assurance, Consultoria e Consultoria Fiscal.

Além da banca, que têm uma forte presença, que outros sectores a Deloitte presta serviço?

A Deloitte está presente em todos os sectores de actividade, prestando um serviço de qualidade e criando valor, independentemente da localização e da actividade dos nossos clientes, porque dispomos de equipas especializadas num conjunto vasto de matérias, sendo que estamos fortemente implementados no sector das telecomunicações, no Oil & Gas, no sector mineiro e na distribuição e no retalho, apenas para citar alguns.

Dispomos de uma carteira de clientes composta pelos principais players do mercado, mas também apoiamos empresas de média dimensão.

Por mais relevantes que sejam os factos e números sobre a nossa dimensão, os sectores em que estamos presentes ou os serviços que oferecemos, o verdadeiro propósito da Deloitte está no impacto que criamos no mundo.

Quais são vossas grandes dificuldades no mercado angolano?

Actualmente, o maior desafio da Deloitte em Angola é a capacitação e retenção do nosso capital humano (à semelhança do sector bancário). Este tema foi agravado com a crise pandémica do COVID-19, porque sentimos uma quebra na qualidade do ensino nos últimos anos, resultante do formato de ensino não presencial. Em suma, a qualidade geral dos alunos que temos recrutado tem vindo a decair um pouco, transformando o processo de formação de quadros de qualidade num esforço adicional para os nossos profissionais.

Este facto é agravado, uma vez que o mercado tem a expectativa que a Deloitte disponha dos melhores quadros nacionais de modo a prestar um serviço de qualidade aos nossos clientes, o que tem vindo a representar um esforço significativo para capacitarmos as nossas pessoas.

Por outro lado, na sequência dos 5 anos consecutivos de recessão económica que o país enfrentou, agravada pelos efeitos da pandemia da COVID-19, foi também notório que a procura por serviços profissionais diminuiu significativamente, o que tem constituído um desafio.

Sendo uma das “Big Four”, como olham para a questão da reputação e credibilidade dos vossos serviços?

A reputação, a credibilidade e o padrão de excelência que conquistamos, resultam da nossa busca incessante de talento. Temos uma visão partilhada globalmente: ser um referencial de excelência, o qual só se atinge se assegurarmos a reputação e a credibilidade dos nossos serviços.

A reputação e credibilidade levam anos a construir e basta apenas uma notícia menos favorável para causar danos irreversíveis na reputação corporativa.

Acreditamos que estes dois pilares são fundamentais para que o mercado continue a confiar na Deloitte para cimentarmos uma posição de liderança, que temos à data.

Recentemente a Deloitte Angola reforçou a equipa com 60 recém-licenciados. Como é feito o processo de selecção de quadros?

A Deloitte tem um firme compromisso com Angola e tem vindo a reforçar o quadro dos seus profissionais ano após ano, apesar da procura por serviços profissionais ter diminuído significativamente nos últimos tempos, tal como referi anteriormente.

Quanto ao processo de selecção de quadros, o mesmo obedece aos padrões internacionais da firma, garantindo a total transparência e lisura do processo. A título informativo, o processo tem início com uma pré-selecção dos cursos das melhores faculdades nacionais e internacionais, para contratarmos os quadros nacionais que desejam voltar a Angola para contribuir para o desenvolvimento do seu país.

Após essa fase de triagem inicial, são efectuadas dinâmicas de grupo, e um conjunto de provas escritas, de modo a seleccionar os melhores candidatos, e quem superar esta fase tem oportunidade de ser entrevistado por um manager da Deloitte. Caso obtenha a aprovação do Manager, o potencial colaborador é entrevistado por um Partner das áreas que está a contratar, que toma a decisão final, se deve ou não deve avançar para uma oferta ao candidato.

De referir ainda que a Deloitte promove internamente o Programa Refer a Friend, onde os actuais colaboradores partilham CVs de candidatos que entendam que tenham potencial e perfil para integrar a firma.

De uma forma geral, como olha para a economia angolana?

Angola sofreu um processo de ajustamento, como resultado da aplicação das medidas do Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Programa de Estabilização Macroeconómica, que resultou numa recessão longa com a correcção de todos os indicadores macroeconómicos.

Actualmente a economia nacional apresenta sinais de estar em contraciclo com as principais economias mundiais, nomeadamente americana e europeia, com a redução da inflação (ao contrário de outras geografias que estão a registar inflações historicamente elevadas) e a redução das taxas de juro, criando assim condições para que os empresários possam investir no país, gerando emprego, bem-estar social e riqueza para o país.

Acreditamos que o pior já passou e que Angola vai reentrar no trilho do desenvolvimento económico, sendo que as previsões macroeconómicas mais recentes para o PIB da economia nacional confirmam um crescimento para 2022 de 2,9%, segundo o último World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional, e em 3,1% de acordo com Africa’s Pulse de Outubro do Banco Mundial, acima das últimas previsões do Executivo. Outro factor positivo é a estimativa de dívida pública em função do PIB, que se estima que reduza significativamente em 2022, para 60% do PIB face a 83% em 2021.Por último, as políticas desenvolvidas pelo Executivo nos últimos anos, criaram o ambiente para que o processo de recuperação económico possa ser iniciado, envolvendo necessariamente todos os agentes económicos com investimento e criação de postos de trabalho para a melhoria das condições de vida da população.