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Transparência e estabilidade atraem investimento estrangeiro

A multinacional Ernst & Young admite que a transparência do Programa de Privatizações (PROPRIV), que vai até 2022, coloca a economia angolana de forma positiva no radar do investimento internacional, segundo o ‘partner’ António de Oliveira.

06 Abr 2021 / 08:33 H.

Em entrevista, António de Oliveira afirmou que parte do sucesso do PROPRIV passa pela sua estabilidade, transmissão de confiança e conforto aos investidores.

Para o responsável, o “apetite” das empresas pelo mercado de capitais simboliza que os empresários consideram que a economia angolana continua a assegurar bons níveis de rentabilidade. Justificou que o que se verifica “é que os investidores internacionais estão atentos ao PROPRIV, o que quer dizer que o programa está a conseguir colocar a economia angolana no radar do investimento internacional”.

Considerou ainda, na ocasião, “necessária e correcta” a tendência das grandes empresas, como Sonangol, Sonagalp, Multitel e empresas de telecomunicações, anteciparem o anúncio do processo de privatização, uma vez que a inserção de uma empresa no mercado de capitais exige sofisticação em diversos sectores. Na sua opinião, o facto de a necessidade das diversas empresas entrar no mercado de capitais significa que os empresários angolanos consideram que a economia angolana continua a assegurar níveis de rentabilidade interessantes, “e isso dá-nos boas perspectivas para o sucesso do mercado de capitais”.

O Governo já arrecadou 344 mil milhões Kz, como resultado da privatização de 33 empresas estatais, e de acordo com declarações recentes do Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Patrício Vilar, o Estado angolano tem como meta vender mais de 100 empresas estatais e subsidiárias, até ao final do ano.

Na semana passada, o Estado angolano arrecadou 52 mil milhões Kz, com a adjudicação das cervejeiras Cuca, Ngola, Eka e mais de cinco empreendimentos agrope-cuários, e a maioria compradas por investidores locais.

Nos próximos tempos, o IGAPE pretende, além de dar seguimento ao processo de venda do BCI, em leilão em bolsa, dar início ao processo de privatização da Sonangol, Banco Caixa Geral Angola e do banco BAI, bem como as empresas de telecomunicações TV Cabo e Net One, este último “muito apetecível aos investidores”.