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Solicitados juros baixos no crédito imobiliário

O acesso da população ao sector imobiliário deve ocorrer através de terrenos infra-estruturados e juros baixos, “porque pode-se ter crescimento da agricultura, indústria, pecuária e turismo, mas se não houver casas não há desenvolvimento”.

Luanda /
01 Ago 2022 / 10:53 H.

A cobrança de juros baixos é determinante para a adesão de empresários e pessoas singulares ao sector imobiliário, considerou sexta-feira, em Luanda, o presidente da Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola (APIMA), Cleber Corrêa.

De acordo com o responsável, que abordava as principais características do Aviso 9/22 e as Regras para a Concessão do Crédito à Habitação, no 1º Fórum de Banca e Imobiliária, é preciso que os promotores imobiliários passem a adoptar boas práticas, regularizando a sua situação e se inscrevendo na conservatória predial.

Cleber Corrêa disse que deve-se mudar o quadro de venda no sector imobiliário, porque a população compra casa sem documento e não adquire o direito de superfície autónomo para que possam passar a escritura em seu nome.

Na sua óptica, o acesso da população ao sector imobiliário deve ocorrer através de terrenos infra-estruturados e juros baixos, “porque pode-se ter crescimento da agricultura, indústria, pecuária e turismo, mas se não houver casas não há desenvolvimento”.

“O sector imobiliário é o que impulsiona a economia de qualquer país. Terrenos infra-estruturados à custos baixos vão permitir ao promotor imobiliário proporcionar imóveis a preços mais baixos”, disse.

Cleber Corrêa citou como exemplo, no Bairro Camama, onde cada metro de um lote infra-estruturado foi vendido a 10 USD (4 500 kwanzas), em 2004, o que significa que o cidadão pode ter uma casa com baixo custo.

Por outro lado, apelou ao Executivo a que se faça um ordenamento de terrenos infra-estuturados e adopte juros acessíveis, para que esteja ao alcance da população.

De acordo com o responsável, as boas práticas imobiliárias também partem do promotor imobiliário, dos departamentos das administrações e dos governos provinciais, onde começam os entraves na documentação para aprovação dos projectos.

“Sugiro a aceleração dos processos, maior agilização, prioridade para emissão do direito de superfície, porquanto a aprovação de licença de obra por ser um acto social”, afirmou.

Considerou ainda que existe falta de uniformização entre os bancos e a imobiliária devido a burocratização na documentação.

Justificou também que nos últimos 10 anos, a quantidade de material de construção produzida no país aumentou consideravelmente, sendo ínfimos os materiais que se precisam importar.

O Fórum de Banca e Imobiliária, que contou com a participação de empresários e investidores da banca, visou esclarecer o processo de adesão dos cidadãos ao crédito habitacional, com taxa de juro bonificado.