Sindicato dos bancários não se opõe à entrada de capital estrangeiro

O Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) não se opõe à entrada de capital estrangeiro nos bancos que o Estado vai alienar, revela o vice-presidente da entidade, Filipe Makembo. A maior preocupação, diz, é com os postos de trabalho.

Angola /
14 Ago 2019 / 15:17 H.

O SNEBA vê “com apreensão” o processo de alienação das participações directas ou indirectas do Estado em quatro bancos, por temer que haja despedimentos, mas tem “fé” na promessa do Governo de salvaguarda de postos de trabalho.

“Temos fé que o Executivo vai honrar as suas palavras de salvaguarda de postos de trabalho”, disse hoje Filipe Makembo ao Mercado, à margem de um evento do Banco Nacional de Angola sobre a ‘tomada da banca’.

“Tratando-se de um processo de alienação, temos as nossas reservas, mas como há essa preocupação [do Governo] de envolver os sindicatos, esperamos que corra bem”, afirmou, adiantando que o sindicato ainda não foi contactado, mas quer ser envolvido no processo.

Já sobre a origem do capital que venha a entrar, o dirigente sindical garante não haver preferências. “Desde que sejam investidores responsáveis e sérios, que salvaguardem os postos de trabalho, não importa que a sua origem seja nacional ou estrangeira”, disse o sindicalista.

O programa de privatizações para o período 2019-2022 (PROPRIV), apresentado ontem em Luanda, prevê a alienação das participações do Estado no BCI, Banco Económico, BAI e Banco Caixa Angola.