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Remessas de angolanos no estrangeiro cai 17,5% ao passo que as enviadas cresce 8%

Portugal permanece na liderança da lista dos fluxos recebidos pelos residentes, com um peso de 17,4%, seguido dos Estados Unidos da América e da França com 15,9 e 11,3%, respectivamente

Luanda /
12 Ago 2022 / 10:03 H.

Os rendimentos de angolanos no exterior enviados ao país para as respectivas famílias cifraram-se, em 3,04 milhões USD, no I trimestre, representando um decréscimo de 17,5% em relação ao trimestre anterior, quando foram recebidos 3,68 milhões USD.

O valor do último trimestre de 2021 representou um acréscimo de 31,5% em relação 2,31 milhões USD do período homólogo, avançou jornal de Angola.

Portugal permanece na liderança da lista dos fluxos recebidos pelos residentes, com um peso de 17,4%, seguido dos Estados Unidos da América e da França com 15,9 e 11,35%, respectivamente

Segundo o relatório do Banco Nacional de Angola (BNA), o saldo líquido das remessas e outras transferências pessoais no primeiro trimestre foi negativo para o país, uma vez que se continua a enviar para o exterior divisas em montantes expressivos, contra os valores residuais recebidos. No período em análise, as remessas recebidas registaram um decréscimo de 17,5%, ao contrário das remessas enviadas que registaram um aumento de 8,5%.

Remessas enviadas

As remessas enviadas para o resto do mundo cifraram-se em 216,2 milhões USD, representando um aumento de 8,5% relativamente ao trimestre anterior e de 55,7% em relação ao período homólogo, em que as mesmas se situaram em 199,3 milhões USD e 138,9 milhões, respectivamente.

Destas transferências, fazem parte as remessas de trabalhadores que são entendidas como os rendimentos que os migrantes enviam de um país diferente, para um parente ou amigo no seu país de origem, com o objectivo de cumprir certas obrigações económicas e financeiras.

As remessas dos migrantes, não constituem apenas a principal fonte de renda das famílias, como também representam uma parcela considerável do Produto Interno Bruto em muitos países de baixa e média renda.