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Remessas de Angolanos em Portugal atingem 461,9 mil USD

Por outro lado, as remessas e outras transferências pessoais enviadas para o exterior atingiram um valor 59,30 milhões USD, representando uma diminuição de 39,7 e 16,4%, em comparação ao trimestre anterior e homólogo, em que as mesmas se cifraram em 98,4 milhões e 71 milhões USD, respectivamente.

Angola /
12 Jan 2021 / 12:03 H.

O valor das remessas e outras transferências pessoais recebidas de Portugal para o País durante o segundo trimestre de 2020 foi de 461,9 mil USD, contra os 279,8 mil registado do trimestre anterior, segundo o relatório do Banco Nacional de Angola (BNA).

O documento sustenta que este valor representa apenas 21% das remessas declaradas pelo Banco de Portugal (BdP), que segundo a instituição, foram de 2,2 milhões USD, contra 2,6 do período anterior.

As remessas e outras transferências pessoais recebidas do exterior cifraram-se em 1,65 milhões USD, contra 1,24 milhões do trimestre anterior e 918 mil do período homólogo, representando um crescimento na ordem de 32,2 e 79,3%, respectivamente.

Dos principais países de origem das remessas, Portugal lidera com 28,1% do valor total, seguido do Reino Unido e dos EUA com 13,5 e 11,1%, respectivamente.

O documento enfatiza que, em virtude das fortes relações históricas e comerciais existentes entre Angola e Portugal, e tendo em consideração o elevado número de angolanos residentes, Portugal tem sido ao longo dos anos o principal país de procedência das remessas e outras transferências pessoais que entram no território nacional.

Segundo o BNA, os montantes que os emigrantes angolanos enviaram para o País foram muito ínfimos, se comparado aos valores que os demais imigrantes em Angola enviaram aos seus respectivos países de origem.

O documento acrescenta que, ao contrário do que acontece com alguns países africanos, em que as remessas constituem uma das principais fontes de entrada de divisas para o País, no caso de Angola, os recursos provenientes das remessas e outras transferências pessoais são bastante residuais e não têm grande impacto na vida das populações.

Assim, as remessas e outras transferências pessoais enviadas de Angola para Portugal no período em análise, cifraram-se em 47,2 milhões USD, contra 79,4 milhões do trimestre anterior. A cobertura dos dados do BNA é de 81% em relação aos dados do BdP, que considera que as remessas de Angola para Portugal foram de 58,2 milhões USD, contra 50 milhões do trimestre anterior.


Remessas dos imigrantes


Por outro lado, as remessas e outras transferências pessoais enviadas para o exterior atingiram um valor 59,30 milhões USD, representando uma diminuição de 39,7 e 16,4%, em comparação ao trimestre anterior e homólogo, em que as mesmas se cifraram em 98,4 milhões e 71 milhões USD, respectivamente.

Dos principais países de destino das remessas e outras transferências pessoais, o destaque vai para Portugal com 79,5% dos valores enviados por residentes em Angola, seguido do Brasil e do Reino Unido com 2,8 e 2,6%, respectivamente.

Os dados apontam que, o peso de Portugal pode ser explicado, pela dimensão da comunidade portuguesa no nosso país, e da comunidade angolana naquele país que na sua maioria depende dos recursos oriundos dos seus familiares em Angola para suportar as suas despesas.

Uma outra razão apontada, prende-se pelo facto de Portugal se constituir uma porta de entrada das remessas destinadas a outros países europeus e não só. Ao nível do continente africano, a África de Sul e Cabo Verde figuram entre os principais países de destino das remessas, o que pode ser explicado pelo fluxo de pessoas que se dirigem à África do Sul por motivos de educação e saúde, bem como pela grande comunidade cabo-verdiana residente em Angola.