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Receitas petrolíferas crescem 71% para 4,18 biliões Kz no primeiro semestre

O petróleo é o principal indicador, uma vez que mais de 80% das exportações do País são do sector petrolífero e em dólares. Pela primeira vez em 20 anos, um euro cai até atingir a paridade com o dólar. A culpa é da tensão que se verifica entre a Rússia e a Ucrânia que provocaram escassez e elevaram os preços na Europa.

Luanda /
18 Jul 2022 / 10:07 H.

As receitas fiscais do petróleo fixaram-se nos 4,18 biliões Kz (cerca de 9,8 mil milhões USD ao câmbio actual) no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 71% face aos 2,44 bilhões Kz contabilizados no mesmo período de 2021, segundo cálculos do Mercado com base nos dados da Direcção de Tributação Especial.

Os dados são referentes às declarações fiscais submetidas à Administração Geral Tributária (AGT) pelas Companhias Petrolíferas, incluindo a Concessionária Nacional (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Os ganhos dos primeiros seis meses do ano representam 68% das receitas petrolíferas previstas no Orçamento Geral de Estado (OGE) para este ano, onde se prevê arrecadar 6,12 biliões Kz até Dezembro.

No primeiro semestre o País exportou cerca de 209,5 milhões de barris. O preço médio do barril de petróleo bruto exportado por Angola, neste período foi de 99,68 USD, mais 40,68 USD acima dos 59 USD previsto no OGE.

No mês de Junho, que fecha as contas do primeiro semestre, Angola encaixou cerca de 643,2 mil milhões kz, mais 215,2 mil milhões Kz em relação ao mês de Maio, quando se verificou receitas avaliadas em 859, 4 mil milhões Kz. Aainda assim, as receitas de Junho representam um crescimento de 12% em termos homólogos.

Janeiro foi o que mais contribuiu, as receitas petrolíferas cresceram 81% em relação às receitas de 590,9 mil milhões Kz arrecadadas em Dezembro do ano passado. Em termos homólogos (Janeiro de 2022 em relação ao mesmo período de 2021), as receitas petrolíferas mais que triplicaram, ao crescer mais do que 250%, isto é, passaram de 302,5 mil milhões para 1,07 biliões Kz.

Em Fevereiro, as receitas caíram 61% em relação a Janeiro, ao se fixarem nos 412,3 mil milhões Kz mas cresceram 25% comparando com os 331,2 mil milhões de receitas contabilizadas no mesmo período do ano passado.

Já em Março, as receitas fiscais do petróleo voltaram a subir, ao crescer 42% face a Fevereiro e 21% em termos homólogos. Ainda assim, as receitas de Março ficaram 55% abaixo das receitas arrecadadas em Janeiro.

Em Abril, as petrolíferas exportaram 35,5 milhões de barris, uma redução de 3% em relação aos 36,9 milhões exportados no mesmo período do ano passado, ou seja, o País vendeu menos 937 mil barris.

Crude angolano foi o 3º mais caro em Junho

Angola teve o terceiro preço de petróleo mais caro entre 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), apenas ultrapassado pela Argélia e Guiné Equatorial.Os dados constam no relatório mensal da OPEP publicado esta semana.

De acordo com o documento, entre os 13 tipos de petróleo que integram o cabaz de referência da OPEP, a rama Girassol angolana atingiu os 127,03 USD em Junho, tendo também a maior subida em termos mensais (11,5% face a Maio).

No primeiro trimestre do ano, o petróleo angolano esteve também entre os dispendiosos, fixando-se num preço médio de 109,94 USD (65,29 USD no semestre homólogo de 2021). O preço médio do barril usado como referência pela OPEP atingiu 117,72 USD em Junho, 3,4% acima do mês anterior.

Se recorrermos ao top 3 dos preços mais caros da OPEP, em primeiro lugar está o petróleo argelino (Sahara Blend), com o barril a negociar nos 128,31 USD, seguindo o da Guiné Equatorial (Zafiro), nos 127,10 USD e Angola com a rama Girassol atingiu os 127,03 USD.